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Shoppings premium mantêm resiliência mesmo com juros altos

Shoppings premium mantêm desempenho sólido com venda e aluguel acima da inflação, impulsionados por alta renda e inadimplência em baixa

Localizado entre as avenidas Paulista, 23 de Maio e a rua Treze de Maio, o Pátio Paulista é um dos principais centros comerciais premiuns da cidade de São Paulo
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  • O quarto trimestre de 2025 mostrou resiliência de shoppings premium, com Allos, Iguatemi e Multiplan registrando crescimento de vendas e aluguéis acima da inflação, além de inadimplência em baixa.
  • Multiplan: vendas nas mesmas lojas (SSS, Same-Store-Sales) +4% e aluguéis SSS +5%; EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 575 milhões, alta de 47%.
  • Allos: SSS avançou 5,1%, com destaque para os segmentos de beleza e joalheria; portfólio inclui Leblon e Vila Olímpia; analistas do Itaú BBA veem resistência do portfólio.
  • Iguatemi: vendas totais dos lojistas +12,8%; SSS +5,9%; vendas por metro quadrado subiram cerca de 7%; atuação concentrada em ativos de alta renda como Pátio Paulista, JK Iguatemi e Iguatemi São Paulo.
  • Inadimplência em baixa para as três companhias; Abrasce aponta faturamento recorde de 2025 de R$ 200,9 bilhões para centros de compras, com 658 shoppings em 253 cidades; previsão de 9 novos shoppings para 2026.

O setor de shopping centers premium mantém resiliência mesmo com juros elevados no Brasil. Em queda de consumo parcial, lojas de alta renda ainda registram crescimento de vendas, reajustes de aluguel acima da inflação e inadimplência em níveis baixos. Resultados do quarto trimestre de 2025 de Allos, Iguatemi e Multiplan reforçam essa tendência.

A Multiplan apontou SSS (vendas nas mesmas lojas) em alta de 4% no 4T21-25, enquanto os aluguéis nessas lojas cresceram 5% na comparação anual. O BTG Pactual destaca que o BarraShopping, no Rio, e o MorumbiShopping, em SP, colaboraram com superação de estimativas, via controle rigoroso de custos. O EBITDA atingiu R$ 575 milhões, alta de 47%.

Allos

A Allos mantém portfólio diverso, com shoppings de alta renda como Leblon, no Rio, e Vila Olímpia, em SP. As SSS avançaram 5,1% no trimestre, com destaques em beleza e joalheria. Analistas do Itaú BBA destacam resiliência do portfólio e crescimento de vendas em ambiente macro desafiador.

A força da alta renda

O Iguatemi teve o principal protagonismo. Vendas totais dos lojistas cresceram 12,8% no 4T, enquanto as vendas por loja subiram 5,9%. A receita por metro quadrado subiu cerca de 7%, refletindo o consumo robusto em ativos como Pátio Paulista, Pátio Higienópolis, JK Iguatemi e Iguatemi São Paulo. XP Investimentos ressalta capacidade de repassar reajustes acima da inflação.

Inadimplência em baixa

A inadimplência ficou negativa no trimestre para as três empresas, indicador de recuperação de aluguéis atrasados e da saúde financeira dos lojistas. Mesmo com desafios pontuais de margens, analistas mantêm perspectiva positiva para o setor, apoiado pela concentração de marcas internacionais e demanda de clientes de maior renda.

Contexto do setor

O desempenho das três companhias, listadas na B3, ficou acima da média setorial. A Abrasce aponta faturamento de R$ 200,9 bilhões em 2025, com crescimento de 1,2% frente ao ano anterior, abaixo das projeções iniciais. Em 2026, a Abrasce projeta abertura de nove shoppings.

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