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Brasil planeja aumentar produção e importação de gás da Bolívia

Brasil aponta aumento da produção e importação de gás da Bolívia e assina acordos de integração elétrica, cooperação econômica e combate a crimes transnacionais

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente Lula, durante reunião bilateral no Palácio do Planalto, em 16 de março de 2026. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • O presidente Lula afirmou interesse em ampliar a produção de gás na Bolívia e aumentar as exportações para o Brasil, destacando a Bolívia como fornecedora estável.
  • Foram assinados três acordos: interconexão dos sistemas elétricos, cooperação turística e cooperação contra o crime organizado transnacional.
  • Está prevista a construção de uma linha de transmissão entre Germán Busch, na Bolívia, e Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul, para levar energia e reduzir o uso de diesel.
  • O diálogo também abriu portas para parcerias em mineração e produção de biocombustíveis, além de fortalecer o comércio e investimentos entre os dois países. O intercâmbio comercial caiu de cinco bilhões e meio de dólares em 2013 para cerca de 2,6 bilhões em 2025.
  • A expectativa é que a construção da segunda ponte entre Brasil e Bolívia, prevista para 2027, facilite o intercâmbio e conecte produtores aos portos do Pacífico.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a intenção do Brasil de ampliar a produção de gás na Bolívia e aumentar as importações durante encontro com o novo presidente boliviano, Rodrigo Paz, no Palácio do Planalto. A declaração ocorreu na segunda-feira, 16 de outubro, em nota divulgada pela imprensa brasileira.

Lula afirmou que a cooperação energética é um pilar da relação entre os dois países, em um contexto internacional de tensões que afetam o abastecimento de combustíveis. Paz participou da visita oficial e foram assinados acordos para fortalecer energia, transporte e cooperação econômica.

O encontro também tratou da presença da Petrobras na Bolívia, com a empresa tendo reduzido sua participação na produção de gás ao longo dos anos, atualmente respondendo por cerca de 25% do total. O diálogo inclui a integração dos mercados de gás do Cone Sul e o aproveitamento do Gasoduto Brasil–Bolívia.

Cooperação energética

Foi anunciada a assinatura de acordos para ampliar a exportação de gás boliviano para o Brasil e incentivar investimentos no setor. Lula citou a possibilidade de aproveitar o gasoduto existente para ampliar a integração regional e abastecer projetos industriais, incluindo uma possível fábrica de fertilizantes em Puerto Quijaro.

Interconexão elétrica

Durante a visita, Brasil e Bolívia concordaram com a interconexão dos sistemas elétricos. A previsão é err uma linha de transmissão entre Germán Busch, na Bolívia, e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, com objetivo de reduzir dependência de diesel.

Mineração, turismo e combate a ilícitos

Os líderes mencionaram parcerias em mineração, reconhecendo o potencial boliviano em minerais diversos. Além disso, dois acordos tratam de cooperação turística e de combate ao crime organizado transnacional, incluindo cooperação para prevenção, investigação e sanção de crimes como tráfico de pessoas e narcotráfico.

Comércio e infraestrutura

Lula lembrou que o Brasil é o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, embora o intercâmbio venha caindo nos últimos anos. Em 2013, a balança comercial chegou a 5,5 bilhões de dólares; em 2025, ficou em 2,6 bilhões.

Os executivos bolivianos participam de ações de negócios em São Paulo na terça-feira, 17, para promover investimentos e parcerias setoriais. A construção da segunda ponte sobre o rio Mamoré, conectando Guajará-Mirim a Guayaramerín, está prevista para 2027, para facilitar o comércio com portos no Chile e no Peru.

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