- O Ibovespa fechou em alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos, após três quedas; na sessão, atingiu 181.254,85 pontos e o volume foi de R$ 22,7 bilhões.
- O petróleo Brent caiu 2,84%, para US$ 100,21, contribuindo para o clima positivo, ainda que o conflito no Oriente Médio siga volátil.
- Nos EUA, o S&P 500 encerrou com alta de 1,01%. O presidente Donald Trump afirmou acreditar que o Irã quer um acordo, mas não sabe se o país está pronto.
- O dólar caiu firme no Brasil, fechando a R$ 5,23, em sintonia com movimentos globais, com o foco também nas eleições de juros de bancos centrais.
- No Brasil, as expectativas para a reunião de política monetária apontam para corte de 0,25 ponto percentual na Selic, com possibilidade de manutenção, conforme bancos e pesquisa Focus.
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, passando acima de 181 mil pontos durante o pregão e encerrando nos 179.875,44 pontos, com alta de 1,25%. A sessão veio após três quedas seguidas, apoiada por viés positivo no exterior e recuos no petróleo.
Na máxima do dia, o índice atingiu 181.254,85 pontos, enquanto a mínima ficou em 177.656,24 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 22,7 bilhões, sinal de atividade moderada no pregão local.
O barril de Brent caiu 2,84%, a US$ 100,21, ajudando a melhorar o ambiente de risco. Mesmo assim, o conflito no Oriente Médio permanece volátil, com incertezas sobre desfechos a curto prazo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o governo iraniano pode buscar um acordo para encerrar a guerra, mas questionou a prontidão de Teerã. Aliados dos EUA também citaram falta de planos de ação para desbloquear o Estreito de Ormuz.
Na Bolsa norte-americana, o S&P 500 fechou em alta de 1,01%, acompanhando o tom de recuperação global, enquanto investidores monitoram sinais de política monetária.
Perspectivas e cenário macro
Segundo Nícolas Mérola, da EQI Research, a reação recente dos ativos reflete mais uma adaptação ao conflito do que uma mudança de conjuntura. O petróleo continuou próximo de US$ 100, apesar de ter recuado de patamares elevados.
Mercado segue atento a impactos da geopolítica na inflação e a decisões de bancos centrais, incluindo EUA e Brasil, nesta semana. O foco recai sobre ajustes de juros e cenários de crescimento.
Para o Brasil, a expectativa de política monetária aponta para um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, com dúvidas sobre manutenção da taxa em caso de turbulência externa. Projeções do mercado foram revisadas ao longo da semana.
Economistas do Deutsche Bank destacam possível queda da Selic para 14,50%, porém ressaltam riscos de alta com as disrupções no petróleo e inflação de serviços, mantendo a possibilidade de corte menor ou manutenção da taxa.
Dólar
O dólar iniciou a semana em queda firme no Brasil, acompanhando a tendência externa. O câmbio à vista fechou em baixa de 1,62%, a R$ 5,23, com o ambiente de risco global ainda em foco.
O conflito entre Israel, EUA e Irã continua como principal fator de volatilidade. O governo israelense afirmou planos para novas ações, enquanto o Irã sinalizou busca por um fim estável do conflito, sem pedir cessar-fogo.
No cenário macro, investidores aguardam decisões de juros de bancos centrais (EUA, Reino Unido, Japão, zona do euro) e, no Brasil, o Comitê de Política Monetária deve orientar as próximas medidas, com comparação de cenários entre cortes e manutenção.
Entre na conversa da comunidade