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Aéreas globais sobem tarifas e cortam rotas diante da alta de combustível

Companhias aéreas globais elevam tarifas e reduzem rotas ante o aumento do combustível, impactando passageiros e operações internacionais

Avião em decolagem de aeroporto
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  • Companhias aéreas globais apontam alta de custos com combustível e cortes de rotas por causa da guerra no Oriente Médio.
  • Delta Air Lines estima aumento de até US$ 400 milhões em custos em março e deve repassar parte pelo aumento de tarifas; American Airlines espera US$ 400 milhões a mais em despesas no primeiro trimestre.
  • SAS AB corta voos parcialmente devido ao aumento rápido dos preços dos combustíveis, indicando pressão no sistema de aviação europeu.
  • O conflito já provoca cancelamentos, redirecionamentos e menor operação de voos no Oriente Médio; preços de combustível sobem significativamente na Europa e na Ásia.
  • Em Frankfurt, cerca de 86 mil passageiros foram impactados nos primeiros dias; a Delta diz estar preparada para recompor custos e ajustar capacidade conforme necessário; Air France-KLM planeja altas de tarifas em longas distâncias; a American Airlines registra receita maior que o esperado no 1º trimestre, mas com prejuízo por ação próximo ao piso da orientação.

O aumento do preço do combustível de aviação, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, coloca companhias aéreas globais diante de custos adicionais, tarifas mais altas e cortes de rotas. Delta, American e SAS já sinalizam impactos em seus planos operacionais.

Ed Bastian, CEO da Delta, afirmou que o combustível elevou custos em até US$ 400 milhões apenas em março, segundo uma conferência do J.P. Morgan. A empresa planeja repassar parte dessas despesas via tarifas mais altas.

A American Airlines projetou incremento de US$ 400 milhões nas despesas do 1º trimestre por conta do combustível.

Reação de companhias

A SAS AB anunciou cortes limitados de voos devido ao aumento acentuado dos preços de combustível, apontando pressão sistêmica para o sistema de aviação europeu. O diretor da SAS ressaltou o choque repentino de custos.

Esfera de impacto

A guerra já afeta o espaço aéreo e as operações, com voos cancelados, reprogramados ou desviados, especialmente no Oriente Médio. Preços do combustível na Europa dobraram; na Ásia, alta de quase 80% desde o fim de fevereiro.

Consequências operacionais

O combustível continua sendo a segunda maior despesa do setor, varrendo de 20% a 25% dos custos operacionais. Companhias de EUA reduziram hedge de combustível nas últimas duas décadas, enquanto a SAS não fez hedge para 12 meses, segundo relatos.

Eventos em aeroportos

Emetição de restrições: os Emirados Árabes fecharam parcialmente o espaço aéreo diante de ameaças de mísseis e drones. No aeroporto de Frankfurt, cerca de 86.000 passageiros foram afetados por cancelamentos nas primeiras duas semanas da guerra.

Perspectivas de mercado

Bastian disse que a Delta está bem posicionada para recompor custos com combustível e pode ajustar a capacidade se os preços permanecerem elevados, mas sem comprometer a confiança do consumidor. A Air France-KLM já revelou planos de reajuste de tarifas.

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