- O diesel subiu mais de 36% no último mês, chegando a US$ 5 por galão na segunda-feira, 16 de março, segundo a GasBuddy, marca atingida pela primeira vez desde 2022.
- O preço médio passou a US$ 4,99, conforme a AAA, com alta de 7% na semana e 36,7% no mês, após o início dos conflitos entre EUA, Israel e Irã.
- O aumento eleva custos operacionais de agricultores, transportadoras, construção e varejo, podendo ser repassado aos consumidores.
- O economista Philip Verleger afirmou à Reuters que o reajuste pode impactar o preço de quase tudo; FedEx e UPS já reajustaram taxas de combustível.
- A alta tende a afetar alimentos, pois caminhões transportam grande parte de produção agrícola, laticínios e itens de consumo, além de impactar materiais de construção.
O preço do diesel nos Estados Unidos subiu mais de 36% em um mês, atingindo US$ 5 por galão na segunda-feira (16). O salto eleva o custo de operações de agricultores, transportadoras e construção, com potencial impacto nos preços ao consumidor.
Conforme a GasBuddy, o valor por galão chegou a US$ 5 (R$ 25,40). A AAA informou preço médio de US$ 4,99, alta de 7% em uma semana e de 36,7% ante o mês anterior, antes dos conflitos entre EUA, Irã e Israel.
O custo do diesel, combustível primário para transporte, construção e agricultura, aumenta despesas operacionais de grandes empresas. A elevação pode levar a reajustes em varejo, alimentos e infraestrutura, segundo analistas.
Contexto e desdobramentos
Analista da GasBuddy aponta que o ritmo do aumento foi extraordinariamente rápido, podendo provocar efeito dominó nos preços de praticamente todos os itens. FedEx e UPS já elevaram taxas de sobrecarga de combustível e criaram sobretaxas para envios ao Oriente Médio.
Os alimentos aparecem como itens com possível alta de preços, pois agricultores dependem do diesel para operar máquinas e transportar produção. Dados do USDA mostram que caminhões movem parte relevante dos alimentos, o que sustenta essa leitura de impacto setorial.
Equipamentos de construção também consomem diesel; projetos de moradia e infraestrutura podem sofrer reajustes de custo devido ao encarecimento do combustível. Economistas destacam que o custo de vida pode reagir a partir desses movimentos de preço.
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