- Futuros das ações dos EUA caem nesta terça, enquanto ataques do Irã a instalações no Golfo Pérsico elevam os preços do petróleo; o WTI sobe mais de 3%.
- O petróleo já acumula alta superior a 40% desde o início da guerra, com operações suspensas no campo Shah (emirados), além de ataques a um campo no Iraque e a um porto no Dubai.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu apoio internacional para proteger o Estreito de Ormuz e ameaçou ampliar ataques à infraestrutura petrolífera do Irã.
- Na Europa, o índice Stoxx 600 avança, e os investidores observam decisões de bancos centrais; na Ásia, as ações sobem cerca de 0,9% e o ouro sobe.
- Outros tópicos do dia: Brasil revisa plano climático com metas até 2035; Goldman Sachs aponta maior impacto nos combustíveis refinados; criptomoedas sobem cerca de 14% desde o início do conflito.
Os futuros das ações dos EUA caíram nesta terça-feira (17) após ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico, o que elevou novamente os preços do petróleo. O petróleo Brent e o WTI reagiram com altas, pressionando o mercado diante da incerteza sobre o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Operações no campo Shah, nos Emirados Árabes, foram suspensas, e outros alvos no Iraque e em um porto dos Emirados também sofreram ataques com drones e mísseis. O contexto é a continuidade do conflito entre EUA, Israel e Irã, que mantém o foco na oferta de petróleo da região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu apoio internacional para proteger o Estreito de Ormuz e sinalizou possíveis ataques adicionais à infraestrutura iraniana. Exigiu ainda cooperação da China para adiamento de uma cúpula com Xi Jinping, alegando a necessidade de acompanhar a guerra.
Na agenda de preços, o petróleo sobe mais de 3% no dia e o diesel nos EUA fica acima de US$ 5 por galão pela primeira vez desde 2022. O mercado monitora o impacto da violência sobre a oferta global e as decisões de bancos centrais.
Impacto no mercado
Os contratos futuros de ações dos EUA recuaram, refletindo a pressão de custos de energia sobre a inflação e o crescimento. Investidores avaliam cenários de descompressão de risco e eventuais distorções de preço nos ativos de risco.
Analistas destacam que o choque inicial tende a mexer mais com combustíveis refinados do que com a produção de petróleo bruto, conforme o Goldman Sachs. O mercado também observa sinais de estabilização do fluxo de petróleo e possíveis descompressões de volatilidade.
Entre na conversa da comunidade