- Analistas do Goldman Sachs afirmam que, com a guerra no Oriente Médio, o impacto será maior sobre produtos refinados, como combustível de aviação e diesel, do que sobre o petróleo bruto.
- O choque interrompeu quase completamente as exportações pelo Estreito de Ormuz, levando produtores a reduzir a produção e interromper operações de refino, o que eleva os custos de vários produtos.
- O Brent chegou a superar quarenta e quatro dólares por barril, mostrando que os preços dos combustíveis subiram mais do que os do petróleo bruto.
- Em alguns países asiáticos, os preços de combustível chegaram a dobrar; a Coreia do Sul, China e Tailândia restringiram exportações para proteger seus mercados.
- O Goldman indica que a maior parte das exportações de petróleo bruto do Golfo Pérsico é de petróleo bruto médio e pesado, usados para produzir combustível de aviação, diesel e óleo combustível, com pouca alternativa externa disponível. A Ásia importa quase cinquenta por cento da nafta do Golfo, e a Europa depende de quarenta por cento do combustível de aviação dessa região.
O Goldman Sachs afirma que a guerra no Oriente Médio pode impactar mais os combustíveis do que o petróleo bruto. Analistas destacam que, com o estreito de Ormuz sob interrupção, a oferta de diesel, combustível de aviação e óleo combustível pode sofrer mais do que a do petróleo bruto.
Segundo os técnicos Yulia Zhestkova Grigsby e Daan Struyven, os preços de muitos produtos refinados subiram bem mais do que o petróleo, refletindo interrupções no refino e nas exportações da região. O cenário evidencia risco para suprimentos médios-pesados.
O conflito entre EUA, Israel e Irã interrompe quase por completo as exportações pelo estreito de Ormuz, gerando quedas na produção e afetando refinarias. O Brent já supera US$ 100 por barril, com altas superiores a 40%.
Impacto regional e fontes de fornecimento
A Ásia depende quase metade de sua nafta do Golfo Pérsico, enquanto a Europa obtém cerca de 40% de seu combustível de aviação na região. Movimentos de proteção de mercados locais já(limitam exportações em várias nações asiáticas.
Análises indicam que o Golfo Pérsico enfrenta dificuldades para suprir os tipos de petróleo usados na produção de combustíveis. Produtores alternativos fora da região respondem com capacidade limitada para compensar.
Perspectivas para o curto prazo
A visão global aponta para restrições contínuas de fornecimento de petróleo bruto médio e pesado, usados na produção de diesel, aviação e óleo combustível. A nafta, insumo-chave da petroquímica, também é afetada, elevando pressões de custo.
Analistas ressaltam que nenhum produto está totalmente imune, e que ajustes logísticos e industriais devem continuar ao longo dos próximos meses. A situação mantém vigilância elevada sobre mercados de energia.
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