- O Reserve Bank of Australia aumentou a taxa de juros oficial de 3,85% para 4,1%, segundo aumento consecutivo, de volta ao nível de fevereiro de 2025.
- A alta eleva custos de empréstimos das famílias; quem tem hipoteca de $600.000 em 25 anos pode ver as parcelas mensais subir em cerca de $91 após repasse pelo banco.
- O movimento ocorre em meio a um choque global de energia que pode levar a inflação australiana próximo de cinco por cento.
- Economistas destacam que o Brasil e outros bancos centrais globais tendem a manter as taxas, com a Austrália sendo uma exceção ao fim desta semana.
- O governador do banco, Michele Bullock, explicará a decisão às 15h30 (AEDT) em Sydney, com dados de inflação já acima da meta de 2–3 por cento.
O Banco da Reserva Australiano elevou a taxa de juros oficiais pela segunda vez consecutiva, levando a taxa de dinheiro em depósito de 3,85% para 4,10%. O movimento devolve o patamar ao verificado em fevereiro de 2025 e encerra o alívio de cortes do ano passado. A alta acontece em meio a choques globais de energia que ameaçam a inflação australiana chegar a 5%.
O ato afeta o custo de financiamentos, com impactos diretos nos Orçamentos familiares. Quem tem um financiamento de 600 mil dólares com prazo de 25 anos verá parcelas semanais mais caras, já que o custo mensal aumenta cerca de 91 dólares após repasse dos bancos. A decisão ocorre mesmo com sinais de recuperação econômica e queda do desemprego desde setembro.
Contexto econômico
A ampliação do conflito no Oriente Médio aumenta o risco de desabastecimento de combustíveis e pressiona preços globais, influenciando decisões de política monetária. Economistas esperavam a alta apenas entre bancos centrais de outras economias, que mantinham as tasas estáveis nesta semana.
Antes do anúncio, a inflação australiana já operava acima da meta do banco (3,8%), com a economia apresentando o ritmo mais acelerado em quase três anos. Dados recentes mostraram crescimento da atividade e melhoria no mercado de trabalho, fortalecendo a percepção de pouco espaço ocioso na economia.
O governador do RBA, Michele Bullock, apresentaria as motivações da decisão às 15h30 (AEDT) em Sydney. O comitê considerou sinais de pressão inflacionária alimentada por custos de energia e pela incerteza externa. Economistas divergiam sobre o timing, alguns defendendo manter a política estável por receio de frear o consumo.
Entre na conversa da comunidade