- Nesta quarta-feira, 18 de março, terminam as reuniões do Copom e do Fomc, em meio a incertezas provocadas pela guerra no Irã.
- O petróleo passou a ser a principal variável de risco, com o Brent acima de 100 dólares e próximas de 120 dólares em momentos recentes.
- O Relatório Focus mostrou altas nas projeções do BC para a Selic no fim de 2026 e para o IPCA, aumentando a percepção de inflação elevada.
- As chances de um corte de 0,50 ponto na Selic caíram, com traders ajustando expectativas para cortes menores ou manter a taxa.
- Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa básica entre 3,50% e 3,75%, com pouca probabilidade de alta, enquanto o mercado monitora o sinal da autoridade sobre caminhos futuros.
A reunião do Copom e do Fomc ocorre nesta quarta-feira, 18 de março, em um cenário de incerteza gerada pela escalada no Irã e pelo aumento recente nos preços do petróleo. A decisão sobre a Selic e a comunicação do Fed podem influenciar o desempenho de ativos globais.
Com o Brent acima de US$ 100 por barril, o petróleo passou a ser a variável dominante para o planning de política monetária. O Irã afirma não exportar petróleo enquanto durar o conflito, elevando a volatilidade dos mercados e as expectativas sobre inflação.
No Brasil, o mercado revisa as probabilidades de cortes na Selic. Em janeiro, o Copom sinalizou flexibilizar em março, mas a mudança de cenário fez as apostas mudarem rapidamente. As opções indicam menor chance de corte de 0,50 pp.
Entre os investidores, há expectativa de ajuste mais contido. Bancos internacionais passaram a prever cortes menores, com o foco na duração do choque petrolífero e na inflação, que pode ficar acima do esperado no curto prazo.
Nos EUA, a probabilidade de manter a taxa entre 3,50% e 3,75% é de quase 99%. A dúvida fica sobre o tom que o Fed adotará quanto ao ritmo de alta ou pausa futura, diante da inflação e dos impactos do petróleo.
Perspectivas
Apesar da volatilidade, as cotações escalonaram leve queda nesta manhã e os índices futuros podem oscilar até as divulgações. O mercado brasileiro acompanha as decisões do Copom e do Fomc para reagir de forma definida.
Indicadores
BRASIL
Selic: esperado 14,75%; anterior 15%.
Comunicado do Copom: aguardado.
ESTADOS UNIDOS
Inflação no atacado (Fev): esperado 0,3%; anterior 0,5%.
IPP núcleo (Fev): esperado 0,3%; anterior 0,8%.
Taxa alvo dos Fed Funds: 3,50% a 3,75% (mantida).
Comunicado do Fomc: entrevista coletiva de Powell.
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