- Vídeo circula nas redes como se fosse uma manifestação de entregadores contra o governo Lula e impostos, mas é conteúdo fora de contexto.
- As imagens são de 26 de janeiro, quando motoboys protestaram pela falta de segurança no Rio de Janeiro, após a morte de dois entregadores em menos de uma semana.
- Postagens enganosas ganharam compartilhamentos após reunião entre ministros e deputados sobre o PLP 152/2025, projeto que trata da regulamentação do trabalho por aplicativos.
- O conteúdo original foi publicado pelo Instagram de Thiago Santana, liderança de motoboy no Rio, e o encerramento do vídeo foi cortado para induzir a leitura errada.
- Em checagens anteriores, não houve indicação de que o governo pretenda taxar entregadores em R$ 10 por corrida; o tema tem sido tema de desinformação.
O vídeo circula como se fosse uma manifestação de entregadores contra o governo Lula e seus impostos, mas é enganoso. A gravação mostra um protesto de motoboys no Rio de Janeiro ocorrido em 26 de janeiro, após mortes de trabalhadores no retorno ao trabalho.
As imagens mostram dezenas de entregadores reunidos em uma avenida, com buzinas e falas ao megafone que foram retiradas de contexto nas redes sociais. Trechos atribuídos aos manifestantes apontam indignação com impostos e remuneração, mas não há confirmação de relação com o governo federal ou com propostas atuais.
O registro é real, porém antigo e fora de contexto. O protesto foi motivado pela morte de dois entregadores em menos de uma semana, ocorridas durante entregas na cidade. Um dos casos envolveu a execução de um motoboy na Zona Oeste, com a motocicleta levada pelos suspeitos.
Na véspera, a morte de outro entregador na Zona Norte também chamou a atenção para a segurança no trabalho. As checagens indicam que o vídeo foi editado para sugerir um ataque ao governo, o que não corresponde aos fatos apurados.
Contexto político: a discussão sobre o trabalho por aplicativos tramita no Congresso, com o PLP 152/2025 em pauta. A proposta trata da regulamentação do serviço de entrega e de táxis por plataforma, com teto de remuneração variável e regras de operação. A última versão previa valor mínimo por entrega, com divergências sobre o montante.
Essa versão envolve o Ministério da Economia e deputados, como o PSD do Ceará, e não determina cobrança adicional para a categoria. Em março, diferentes checagens destacaram que não há confirmação de taxação de entregadores em R$ 10 por corrida.
- Fato ou Fake: a checagem confirmou a impropriedade de associar o vídeo a uma adesão ao governo Lula. A narrativa que circula nas redes não corresponde aos dados disponíveis sobre o protesto de janeiro.
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