- Bentley planeja cortar 6% dos empregos de escritório, totalizando 275 demissões, com possibilidade de redução conforme vagas em aberto forem encerradas.
- A medida é para manter a competitividade diante de pressão na indústria, segundo o CEO Frank-Steffen Walliser.
- Tarifas dos Estados Unidos impactaram a Bentley no ano anterior, com custo de cerca de € 42 milhões; tarifas atuais variam, chegando a 27% após os primeiros 100 mil veículos importados (special cases sujeito a acordo).
- A empresa manterá o compromisso de lançar seu primeiro veículo elétrico, um SUV, mas modelos elétricos subsequentes não devem chegar antes de 2030.
- A Bentley divulgou receita de € 2,6 bilhões em 2025, queda de 1% frente a 2024, ainda mantendo lucratividade por sétimo ano consecutivo, com lucro operacional de € 216 milhões.
A Bentley anunciou cortes de 6% de empregos de escritório para manter a competitividade diante da queda de vendas na China e das tarifas de importação nos EUA. A medida foi comunicada junto aos resultados de 2025, divulgados na terça-feira, 17 de março.
Ao todo, 275 funções devem ser cortadas, com possibilidade de redução adicional conforme encerrarem-se vagas abertas e profissionais que pedirem demissão não forem substituídos. O objetivo é reduzir custos em um cenário de pressão setorial.
Durante a teleconferência com investidores, o CEO Frank-Steffen Walliser ressaltou que o movimento busca manter a empresa competitiva em um mercado desafiador. As tarifas adotadas pelos EUA contribuíram para custos da ordem de € 42 milhões no último ano.
A Bentley confirmou o compromisso com o lançamento do seu primeiro veículo elétrico, um SUV, mas informou que modelos elétricos subsequentes não devem chegar antes de 2030. A notícia acompanha a divulgação de resultados da marca, integrante do Grupo Volkswagen.
Resultados e tarifas associadas
A Bentley registrou receita de € 2,6 bilhões (US$ 3 bilhões) em 2025, queda de 1% em relação a 2024, mantendo lucro operacional de € 216 milhões (US$ 249 milhões). Analistas destacam que, apesar de posições de luxo serem menos sensíveis a preços, tarifas afetaram o desempenho.
As tarifas dos EUA passaram a impactar significativamente os resultados, com alíquotas acima de 27% em abril de 2025 para importação de carros britânicos. A Bentley cita que, após acordo comercial, a taxa atual está em 10% até novos ajustes.
Mercado e projeções
A empresa aponta ainda que conflitos no Oriente Médio, além de interrupções logísticas, podem impactar a receita em 2026. A Bentley sinaliza que não reduziu produção, mesmo sem enviar veículos para a região de Dubai, polo de supercarros.
Como contexto, outras marcas de luxo também comunicaram impactos, entre elas Aston Martin e Mercedes-Benz, que registraram resultados pressionados pelas tarifas. A Aston Martin chegou a reduzir sua força de trabalho em fevereiro.
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