- O Ibovespa caiu na manhã desta quinta-feira, chegando a 178.536 pontos, com queda de cerca de 0,61% às 11h19, após o fechamento de ontem em -0,43%.
- O dólar operava em queda frente ao real, em torno de R$ 5,26, com recuo de aproximadamente 0,12%.
- O Copom cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, gerando leitura dovish entre alguns bancos sobre novos cortes.
- O Fed manteve os juros estáveis, o petróleo Brent subiu e o mercado global permaneceu sob pressão pela combinação geopolítica e de política monetária.
- Nos EUA, o S&P 500 recuava perto de 1%, os rendimentos dos Treasuries de dois anos subiam para 3,86%, e o Brent já se aproximava de US$ 120 por barril.
O Ibovespa caiu nesta quinta-feira (19) diante da aversão a risco no exterior e após decisões de política monetária no Brasil e nos EUA. O índice caiu 0,61%, aos 178.536 pontos, após fechar o dia anterior em queda de 0,43%.
O dólar operava em baixa frente ao real, recuando 0,12% e sendo negociado a 5,26 reais. O movimento ocorre no contexto da decisão do Copom de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, conforme expectativa majoritária de analistas.
Apesar do corte, o tom do comunicado do Copom foi considerado mais dovish por casas como Citi, Goldman Sachs e XP, mantendo a percepção de novos ajustes no futuro, condicionados ao cenário geopolítico. Nos EUA, o Fed manteve a taxa e o petróleo acelera a alta.
No cenário externo, o Brent chegou próximo de 120 dólares por barril, elevando a pressão sobre ativos de risco. Desde o início do conflito no Oriente Médio, o petróleo subiu cerca de 55%. O gás natural europeu também subiu, em torno de 35%.
Nos mercados locais, o humor é de maior cautela. O S&P 500 recuou aproximadamente 1%, e o rendimento dos Treasuries de dois anos subiu para 3,86%, com investidores descartando cortes de juros pelo Fed em 2026.
A combinação de geopolítica e a leitura de bancos centrais amplifica a aversão a risco. Analista ressalta que a nova escalada no Oriente Médio reacende temores de estagflação, justamente quando a inflação parecia mais sob controle até março.
Com informações da Bloomberg News.
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