- Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano; Fomc manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
- As duas reuniões destacaram a incerteza causada pela guerra no Irã e o efeito inédito sobre inflação e juros.
- Ataques iranianos ao Catar elevaram o preço do petróleo, com o Brent em torno de US$ 116 o barril (pico de US$ 119).
- Bolsas europeias operam com quedas próximas de 2%; futuros dos índices americanos também em baixa no pré-mercado.
- Indicadores dos EUA: pedidos iniciais de seguro-desemprego esperados em 215 mil; vendas de casas novas em janeiro esperadas em 722 mil; índice da atividade industrial da Filadélfia esperado em 8,3.
As reuniões do Copom e do Fomc encerraram na quarta-feira (18) sem surpresas para os investidores. O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano, enquanto o Fomc manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, sem sinal claro de trajetória futura.
A principal incerteza ficou com a escalada da guerra no Irã e seu impacto nos preços do petróleo. Analistas destacam que não é possível prever duração do conflito nem seus efeitos inflacionários, o que deixa a política monetária mais cautelosa em ambos os lados do Atlântico.
Adicionalmente, o Irã iniciou ataques a instalações de gás no Catar na quinta-feira, enquanto fontes da Reuters indicam que os EUA avaliam enviar milhares de soldados para o Oriente Médio. A intensificação do conflito tende a sustentar o rally do petróleo.
Perspectivas de mercado
O Brent opera em torno de US$ 116 por barril, após atingir US$ 119 na madrugada. O movimento repercute em pregões europeus com quedas médias de cerca de 2% e em futuros de ações nos EUA, com leve baixa no pré-mercado.
Indicadores
BRASIL
Sem indicadores relevantes
ESTADOS UNIDOS
Pedidos iniciais de seguro-desemprego: esperado 215 mil; anterior 213 mil
Venda de casas novas (jan): esperado 722 mil; anterior 745 mil
Índice de atividade industrial FED da Filadélfia (mar): esperado 8,3; anterior 16,3
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