Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

BASF abre fábrica de US$11,6 bi na China, porém lucros devem cair, diz CEO

CEO afirma que os lucros da nova planta petroquímica da BASF na China deverão ficar bem menores que o previsto nos próximos dois anos, diante de conflitos no Oriente Médio

Uma funcionária no novo complexo da BASF em Zhanjiang: As expectativas de lucro 'para os próximos um ou dois anos são significativamente menores', disse Markus Kamieth(Foto: Gilles Sabrie/Bloomberg)
0:00
Carregando...
0:00
  • A BASF inaugurou na China uma fábrica petroquímica com investimento de US$ 11,6 bilhões (valor correspondente a € 10 bilhões) em Zhanjiang Verbund, Guangdong.
  • O CEO Markus Kamieth informou que os lucros da nova instalação devem ficar bem menores que o esperado nos próximos dois anos.
  • O conflito no Oriente Médio interrompeu fluxos de petróleo bruto e nafta, matérias-primas-chave para o setor petroquímico asiático.
  • A BASF já havia reduzido, anteriormente, as expectativas de lucratividade da unidade de Zhanjiang, que visava lucro de € 100 milhões em 2026.
  • Kamieth afirmou que prevê melhoria no ambiente operacional do setor químico nos próximos dois a quatro anos, embora o cenário atual continue desafiador.

A BASF abriu uma nova fábrica petroquímica na China, com investimento de US$ 11,6 bilhões, a maior já realizada pela empresa. Em seu lançamento, o CEO Markus Kamieth informou que os lucros esperados nos próximos dois anos serão bem menores do que o previsto na aprovação do projeto. A unidade fica em Zhanjiang, na província de Guangdong, e integra o complexo Verbund da BASF.

A empresa amplia a produção em uma planta que já vinha sendo anunciada desde 2018, quando o grupo decidiu o maior investimento de sua história. O contexto envolve um setor pressionado por maior oferta e custos de energia, além de impactos do conflito no Oriente Médio.

A interrupção dos fluxos de petróleo bruto e nafta do Irã afeta matérias-primas essenciais para a petroquímica asiática, conforme análises apresentadas durante a inauguração. A BASF projeta melhorias operacionais no setor químico apenas nos próximos dois a quatro anos, frente ao cenário atual.

Perspectivas e desempenho

A BASF revisou para baixo as expectativas de lucratividade da unidade de Zhanjiang, prevendo ganhos menores para 2026. O conceito de produção do complexo busca flexibilidade, com uso de nafta e butano, o que aumenta opções frente a choques regionais.

Analistas destacam que o setor passa por ajustes após um ano desafiador em 2025. A BASF aparece relativamente bem posicionada entre pares europeus, com ações valorizadas neste ano, perto de 13% de alta.

O projeto chinês é visto como parte de uma estratégia de longo prazo da empresa para ampliar receita em mercados com demanda estável e crescimento. A operação na China busca capturar o crescimento subjacente de mais de 5% no setor local.

Contexto de mercado

As condições globais continuam desafiadoras, com incertezas sobre tarifas comerciais e excesso de capacidade. Observadores indicam que a BASF precisa manter disciplina de capital, inclusive diante de pressões para recompras de ações entre investidores.

A divisão entre modelos de fornecimento de matéria-prima alimenta debates sobre vantagens competitivas. Empresas que dependem de petróleo do Oriente Médio enfrentam mais riscos, enquanto opções com gás local ou etano ganham destaque.

A BASF mantém contratos de fornecimento diversificado, inclusive com fontes alternativas de nafta e butano. A companhia também busca aproveitar um ambiente de mercado que segue exigente, porém com possibilidade de recuperação gradual nos próximos anos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais