- A BASF inaugurou na China uma fábrica petroquímica com investimento de US$ 11,6 bilhões (valor correspondente a € 10 bilhões) em Zhanjiang Verbund, Guangdong.
- O CEO Markus Kamieth informou que os lucros da nova instalação devem ficar bem menores que o esperado nos próximos dois anos.
- O conflito no Oriente Médio interrompeu fluxos de petróleo bruto e nafta, matérias-primas-chave para o setor petroquímico asiático.
- A BASF já havia reduzido, anteriormente, as expectativas de lucratividade da unidade de Zhanjiang, que visava lucro de € 100 milhões em 2026.
- Kamieth afirmou que prevê melhoria no ambiente operacional do setor químico nos próximos dois a quatro anos, embora o cenário atual continue desafiador.
A BASF abriu uma nova fábrica petroquímica na China, com investimento de US$ 11,6 bilhões, a maior já realizada pela empresa. Em seu lançamento, o CEO Markus Kamieth informou que os lucros esperados nos próximos dois anos serão bem menores do que o previsto na aprovação do projeto. A unidade fica em Zhanjiang, na província de Guangdong, e integra o complexo Verbund da BASF.
A empresa amplia a produção em uma planta que já vinha sendo anunciada desde 2018, quando o grupo decidiu o maior investimento de sua história. O contexto envolve um setor pressionado por maior oferta e custos de energia, além de impactos do conflito no Oriente Médio.
A interrupção dos fluxos de petróleo bruto e nafta do Irã afeta matérias-primas essenciais para a petroquímica asiática, conforme análises apresentadas durante a inauguração. A BASF projeta melhorias operacionais no setor químico apenas nos próximos dois a quatro anos, frente ao cenário atual.
Perspectivas e desempenho
A BASF revisou para baixo as expectativas de lucratividade da unidade de Zhanjiang, prevendo ganhos menores para 2026. O conceito de produção do complexo busca flexibilidade, com uso de nafta e butano, o que aumenta opções frente a choques regionais.
Analistas destacam que o setor passa por ajustes após um ano desafiador em 2025. A BASF aparece relativamente bem posicionada entre pares europeus, com ações valorizadas neste ano, perto de 13% de alta.
O projeto chinês é visto como parte de uma estratégia de longo prazo da empresa para ampliar receita em mercados com demanda estável e crescimento. A operação na China busca capturar o crescimento subjacente de mais de 5% no setor local.
Contexto de mercado
As condições globais continuam desafiadoras, com incertezas sobre tarifas comerciais e excesso de capacidade. Observadores indicam que a BASF precisa manter disciplina de capital, inclusive diante de pressões para recompras de ações entre investidores.
A divisão entre modelos de fornecimento de matéria-prima alimenta debates sobre vantagens competitivas. Empresas que dependem de petróleo do Oriente Médio enfrentam mais riscos, enquanto opções com gás local ou etano ganham destaque.
A BASF mantém contratos de fornecimento diversificado, inclusive com fontes alternativas de nafta e butano. A companhia também busca aproveitar um ambiente de mercado que segue exigente, porém com possibilidade de recuperação gradual nos próximos anos.
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