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Dolce & Gabbana negocia com credores após queda da demanda por luxo

Dolce & Gabbana inicia negociações com credores, com Rothschild como consultor, após queda da demanda global por luxo e dívida de 450 milhões de euros

Bolsa da Dolce Gabbana no Shopping Iguatemi: De acordo com um relatório da Bain e da associação comercial Altagamma, as vendas do setor caíram 2% globalmente em 2025.
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  • Dolce & Gabbana iniciou novas negociações com credores após a queda na demanda por luxo, com Rothschild atuando como consultor financeiro.
  • A grife tem cerca de € 450 milhões em dívidas bancárias, após refinanciamento no ano anterior que incluiu € 150 milhões em empréstimo para apoio à expansão.
  • O refinanciamento anterior visava manter a independência da empresa e contou com isenção de certas exigências de endividamento.
  • As discussões estão em estágio inicial e não há detalhes acordados; os credores estudam opções para oferecer mais espaço nos contratos de dívida.
  • O contexto setorial é de retração no varejo premium, com incertezas acentuadas pela guerra no Irã; estudo do Bain e da Altagamma aponta queda de 2% nas vendas globais de luxo em 2025.

A Dolce & Gabbana iniciou novas negociações com credores após a queda da demanda por itens de luxo, pressionando lucros e termos de dívida. A informação foi apurada pela Bloomberg News com fontes familiarizadas que pediram anonimato.

A grife italiana trabalha com o Rothschild como consultor financeiro. Os contatos estão em estágio inicial e não há acordo fechado no momento.

A empresa mantém cerca de 450 milhões de euros em dívidas bancárias, após refinanciamento no ano passado que incluiu um empréstimo de 150 milhões de euros para expansão. A operação buscava manter a independência da marca.

Contexto do setor

Os credores estariam avaliando opções para oferecer mais espaço financeiro à Dolce & Gabbana, conforme as conversas avançam, ainda sem detalhes anunciados. Representantes da marca e do Rothschild não comentaram.

O contexto do setor de luxo segue desafiador, com desaceleração global e incertezas externas, como a guerra no Irã, que afetam a demanda e as decisões de crédito. Varejo premium tem mostrado sinais de arrefecimento.

Outras marcas também passaram por reestruturações financeiras recentemente, indicando ajuste no setor. A Dolce & Gabbana não é exceção entre companhias que buscam equilíbrio financeiro diante de mudanças de mercado.

A gravidade, porém, não está apenas na região, já que o varejo de luxo enfrenta variações de demanda em diversas economias. Dados de 2025 apontam queda global de vendas no setor, segundo a Bain e a Altagamma.

Ferrari interrompeu entregas no Oriente Médio temporariamente, e a Zegna citou menor visibilidade por efeitos da guerra, ilustrando o atual ambiente de incertezas para o mercado de alto padrão.

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