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IPCA-15 sobe 0,44% em março, pressionado por alimentos e despesas pessoais

IPCA-15 avança 0,44% em março, acima das expectativas, puxado por alimentos e despesas pessoais, com inflação em doze meses em 3,90%

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  • O IPCA-15 subiu 0,44% em março, acima da mediana de 0,29% esperada pelo mercado e menor que fevereiro (0,84%).
  • No acumulado de doze meses até março, o indicador avançou 3,90%.
  • O destaque ficou com alimentos e despesas pessoais, sendo que alimentação no domicílio subiu 1,10% em março.
  • Itens que mais pesaram: açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). Café moído caiu 1,76% e frutas caíram 1,31%.
  • No grupo transportes, as passagens aéreas subiram 5,94%; combustíveis tiveram queda (gasolina -0,08%, etanol -0,61%, gás veicular -2,27%), enquanto o diesel subiu 3,77% e a Petrobras elevou o diesel A em 11,6%.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,44% em março, segundo o IBGE. O resultado veio acima das expectativas do mercado, que apontavam 0,29%. A leitura mostra desaceleração frente a fevereiro, quando houve alta de 0,84%.

No acumulado de 12 meses até março, o IPCA-15 ficou em 3,90%. A projeção era de recuo para 3,74%, ante 4,10% nos 12 meses encerrados em fevereiro. Mesmo assim, havia pressões inflacionárias externas com o agravamento de tensões no Oriente Médio.

Esse é o primeiro indicador de inflação divulgado após o início da escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto.

Desempenho por grupos

A alta de março ficou concentrada em alimentos e despesas pessoais. Dos nove grupos, todos apresentaram variação positiva. Alimentação em domicílio subiu 1,10%, acelerando de 0,09% em fevereiro.

Entre os alimentos, as maiores altas foram do açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). Café moído recuou 1,76% e frutas caíram 1,31%.

Despesas pessoais avançou 0,82%, influenciando o índice em 0,09 ponto percentual. O serviço bancário subiu 2,12% e o gasto com empregado doméstico subiu 0,59%.

Impactos setoriais

O grupo habitação elevou o ritmo para 0,24%, ante 0,06% em fevereiro, ajudado pela energia elétrica residencial (0,29%). No Rio de Janeiro, os reajustes médios nas tarifas ocorreram com vigência a partir de 15 de março, mantendo a bandeira verde.

No segmento de Transportes, a variação ficou em 0,21%, com passagens aéreas respondendo pela maior contribuição individual: 0,05 ponto percentual. Os combustíveis registraram queda de 0,03%, puxada por gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). O diesel subiu 3,77%.

A Petrobras elevou o preço do diesel A (puro) em 11,6% neste mês. A estatal avaliou que o reajuste pode não impactar o consumidor final devido a programa de subvenção ao diesel e a redução de tributos federais anunciada pelo governo. A gasolina não teve reajuste pela empresa desde o início da guerra.

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