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Pré-mercado acompanha primeira inflação desde o início da guerra

IPCA-15 de março sinaliza inflação em alta, com combustíveis e energia pressionando preços, e petróleo Brent em alta alimentando cenários para a política monetária

Bomba de combustíveis: expectativa com impacto da alta do petróleo nos preços domésticos (foto: Max Rossi / Reuters)
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  • O IPCA-15 de março deve subir 0,29% frente a 0,84% em fevereiro, com altas de gasolina, energia elétrica e alimentos.
  • A inflação acumula 12 meses até março estimada em 3,74% (de 4,10%), com viés de alta devido ao conflito no Oriente Médio.
  • O barril Brent opera em torno de US$ 106,20, alta de cerca de 3,9%, repercutindo nos preços da gasolina.
  • Serviços devem apresentar alta menor, mas itens sensíveis à atividade econômica mantêm pressão; bens industriais e vestuário reagem.
  • No câmbio e nos ativos, pré-mercado norte-americano aponta queda de ações e do ETF EWZ, com foco nas próximas leituras de inflação e na ata do Copom.

O IPCA-15 de março, prévia da inflação oficial, será divulgado pela segunda-feira pela manhã pelo IBGE. O indicador é a primeira leitura de inflação após o início do conflito entre EUA e Irã. A mediana das expectativas aponta 0,29% frente 0,84% em fevereiro, com sinal de desaceleração.

A projeção para a inflação anual até março recua a 3,74%, ante 4,10% nos 12 meses encerrados em fevereiro. Mesmo assim, analistas aguardam viés de alta devido ao impacto do conflito no Oriente Médio. Serviços devem subir menos, mas itens sensíveis à atividade mantém pressão.

A notícia também aponta efeitos setoriais: gasolina, energia elétrica e alguns alimentos devem puxar alta. Entre eles, leite, ovos, feijão e carne vermelha aparecem como destaques no varejo. O núcleo de serviços permanece em patamar elevado.

Perspectivas de mercado

O quadro inflacionário mais forte pode influenciar a política monetária. A ata do Copom, divulgada ontem, indicou cautela sobre ritmo de cortes e que a instituição acompanhará a evolução do cenário antes de definir novas medidas.

A guerra elevou o risco de interrupção no abastecimento global de petróleo. O Brent opera em alta de 3,9% a 106,20 dólares por barril, o que tende a pressionar combustíveis no Brasil, dada a paridade de preços adotada pelo país.

Impactos no pré-mercado

A combinação de inflação em potencial e alta do petróleo tem reduzido o apetite por risco no pregão internacional. Contratos futuros de ações e o ETF EWZ recuam no pré-mercado, refletindo a aversão a ativos emergentes diante do novo cenário geopolítico.

Indicadores

Brasil

  • Inflação / IPCA-15 (Mar): esperado 0,29%, anterior 0,84%
  • Inflação / IPCA-15 (12m): esperado 3,74%, anterior 4,10%

Estados Unidos

  • Pedidos iniciais de seguro-desemprego: esperado 211 mil, anterior 205 mil

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