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Confiança do Fed em expectativas de inflação ancoradas pode estar sob pressão

Fed avalia risco de desancoragem das expectativas de inflação diante da alta do petróleo, aumento de custos ao consumidor e volatilidade nos Treasuries

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  • O Federal Reserve monitora se as expectativas de inflação de longo prazo, que estavam ancoradas em torno de 2%, continuam firmes diante do aumento dos preços da gasolina e do petróleo.
  • A escalada do preço do petróleo, impulsionada pelo conflito entre EUA/Israel e Irã, elevou os custos para consumidores e trouxe volatilidade aos mercados.
  • Os leilões fracos de títulos do Tesouro e o aumento dos rendimentos sinalizaram preocupações do mercado com a inflação, reduzindo a expectativa de cortes de juros neste ano.
  • Alguns membros do Fed já sugerem a possibilidade de elevações adicionais das taxas, para conter a inflação, enquanto outros buscam manter a credibilidade de manter a inflação próxima de 2%.
  • Pesquisas e indicadores sobre expectativas permanecem próximos de 2%, mas há sinais de fragilidade e debates sobre quais medidas usar para avaliá-las e orientar políticas futuras.

O Federal Reserve enfrenta pressão para manter a inflação ancorada, diante da alta do petróleo e da deterioração das expectativas dos consumidores. A guerra entre EUA e Irã elevou o preço do petróleo, pressionando mercados e custos ao consumidor.

Investidores reagiram com rendimentos mais altos de Treasuries, enquanto dados indicavam fragilidade nas apostas de cortes de juros. Analistas destacam que o Fed precisa balizar a inflação a 2% sem perder a credibilidade.

A presidente do Fed da Filadélia, Anna Paulson, sinalizou que as expectativas de longo prazo podem permanecer alinhadas com 2%, mas exibem pontos de fragilidade diante de choques de preço. A observação ocorreu em conferência na semana passada.

O chairman Jerome Powell afirmou que o Fed acompanha de perto o custo da energia e o impacto sobre as expectativas inflacionárias. Em coletiva de imprensa, ele reforçou o compromisso com a meta de inflação de 2%.

Powell ressaltou que choques como tarifas, pandemia e agora o choque energético formam uma cadeia de eventos que exige vigilância. O Fed mantém a postura de agir para manter a inflação sob controle.

Expectativas no centro da decisão

A discussão interna sobre como medir e interpretar as expectativas é intensa entre os formuladores de política. Indicadores de mercado variam e há divergências sobre o peso de cada dado relevante para a decisão.

Analistas apontam que as expectativas de inflação influenciam a credibilidade das respostas monetárias. Embora algumas medidas permaneçam próximas de 2%, sinais de volatilidade alimentam cautela entre membros do comitê.

Leilões de títulos com fraca demanda e dados da Universidade de Michigan sobre expectativas de preços contribuíram para o debate. Investidores avaliam se o Fed reagirá com medidas mais firmes diante da inflação.

Membros do Fed destacam que é essencial manter a confiança do público na capacidade da instituição de controlar a inflação. Mesmo com dúvidas, o objetivo fica claro: evitar que choques corrompam a ancoragem de expectativas.

Outros levantamentos de longo prazo, como pesquisas do Fed de Nova York, mostraram estabilidade recente, mas com volatilidade; resultados de fevereiro ganham novo peso diante do cenário atual.

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