- Apple viveu um período de transição após Steve Jobs sair, entre 1985 e 1997, com conquistas como o Mac II, o Mac SE e os PowerBooks, além de uma mudança de processador para PowerPC.
- Em 1987, a linha Mac II impulsionou vendas para empresas, expandindo presença em design e publicidade, enquanto o Mac SE ganhou disco rígido interno, tornando-o mais viável.
- Em 1991, os PowerBooks foram criados, redefinindo os notebooks com design de teclado recuado, palmas erguidas e dispositivo de apontamento integrado, influenciando laptops até hoje.
- A transição do processador de PowerPC para Intel ocorreu sem grandes quebras de compatibilidade, repetindo esse feito com os processadores da própria Apple posteriormente.
- O clímax do período foi a aquisição da NeXT por $400 milhões, que trouxe Steve Jobs de volta e, mais tarde, levou à criação do Mac OS X; a Apple passou a focar em quatro linhas de produtos após o retorno.
Apple viveu nos anos 90 um período de transição complexo, com Steve Jobs afastado, a empresa em dificuldade e mudanças que moldaram seu futuro. O relato tradicional de ruptura entre Jobs e a diretoria não resume toda a história nem seus êxitos.
Durante essa fase, a Apple lançou inovações que ajudaram a manter a empresa de pé. O Mac ganhou melhorias de projeto e novas linhas voltadas a negócios, abrindo caminho para a consolidação da plataforma. O PowerBook também se destacou como avanço significativo.
A mudança de liderança trouxe o reconhecimento de novas possibilidades, além de foco em produtos. A transição incluiu decisões estratégicas que influenciaram a direção da companhia, preparando o terreno para o retorno de Jobs em 1997.
Reconhecimentos tecnológicos
O Mac II, lançado em 1987, ampliou vendas corporativas e consolidou a presença da Apple em design e publicação. O Mac SE, com disco rígido interno opcional, tornou o sistema mais utilizável. Em 1991, nasceram os PowerBooks, marco da linha portátil.
Essa etapa também ficou marcada pela transição de processadores dos Macs, do Motorola 68000 para PowerPC, feita sem grandes rupturas de compatibilidade. A estratégia repetiria-se depois, com mudanças para Intel e, posteriormente, para chips próprios da Apple.
Dificuldades e decisões arriscadas
Ao contrário do que se sente como uma queda súbita, houve múltiplas causas para o desaquecimento. A disseminação do Windows 95 e a competição acirrada contribuíram para a crise. A Apple tentou soluções diversas, com resultados variados.
Entre as medidas de curto prazo, houve licenciamento do Mac OS para clones entre 1995 e 1997, em meio a uma estratégia de expansão de mercado. Contudo, a venda de clones acabou canibalizando parte da base de clientes da própria Apple.
O desfecho estratégico
Diante do cenário, a direção decidiu adquirir a NeXT por 400 milhões de dólares, buscando o sistema NeXTSTEP como base do próximo Mac OS. A jogada não apenas trouxe Jobs de volta, mas também abriu caminho para o Mac OS X e o futuro ecossistema da Apple.
Além disso, a equipe de Jobs incluiu talentos que se tornaram referência, como Jon Rubinstein e Avie Tevanian. Ao retornar, Jobs consolidou o foco da empresa em quatro pilares de produtos: desktops e laptops profissionais e de consumo.
Legado da fase de transição
Mesmo com falhas, esse período foi determinante para a revitalização da Apple. A aquisição da NeXT e a criação do novo sistema operacional estabeleceram as bases para o renascimento da companhia. A fase é lembrada por inovações que, no longo prazo, sustentaram o crescimento da empresa.
Entre na conversa da comunidade