- A inflação da zona do euro ficou em 2,5% em março, acima da meta de 2% do BCE.
- A inflação geral subiu de 1,9% para 2,5% no bloco de 21 países, com energia avançando 4,9%.
- Os preços do petróleo quase dobraram, ajudando a elevar o índice; o BCE discute se deve aumentar as taxas para conter a trajetória.
- O núcleo da inflação caiu de 2,4% para 2,3%, conforme dados da Eurostat.
- Economistas dizem que choques de energia podem não se propagar para a inflação básica, mas há risco de pressões salariais caso a energia siga elevando preços.
A inflação na zona do euro subiu acima da meta do BCE em março, com o aumento dos preços pressionando o custo de energia. A inflação geral passou de 1,9% para 2,5% no mês, enquanto a inflação núcleo recuou, diminuindo dúvidas sobre a persistência da pressão de preços.
Os preços do petróleo praticamente dobraram devido a tensões envolvendo o Irã e foram o principal motor do repique. O BCE analisa a possibilidade de alta de juros para evitar que esse choque de energia se estabeleça nos preços de bens e serviços.
A inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, caiu de 2,4% para 2,3%, segundo a Eurostat. Economistas destacam que o aumento mensal não entrega previsões claras sobre o ritmo futuro da inflação geral ou da inflação de serviços.
Embora esse tenha sido o maior avanço mensal da inflação geral desde o fim de 2022, analistas ressaltam que não é determinante para a trajetória da inflação subjacente. A disputa entre manter estímulos e conter pressões é tema central para o BCE.
Especialistas comentam que choques pontuais de energia podem se espalhar caso empresas ajustem preços de venda e trabalhadores exijam salários maiores para compensar a perda de renda. O BCE acompanha atentamente esse desdobramento para calibrar futuras decisões.
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