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Aumentam pedidos para liberação automática de fundos de confiança infantil aos 21

Movimento propõe liberação automática dos fundos de child trust aos 21 anos; £1,5 bilhão ainda não reclamado, com potencial de £286 milhões imediato

Experts believe releasing funds at 21 would immediately put up to £286m straight into the pockets of young people who need it most.
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  • Aproximadamente 758 mil pessoas no Reino Unido, com idade entre 18 e 23 anos, têm um child trust fund não reclamado; estima-se que haja £1,5 bilhão nessas contas.
  • Há pressões para que os fundos sejam liberados automaticamente aos 21 anos, o que poderia, segundo especialistas, colocar até £286 milhões de imediato nas mãos de jovens.
  • Os trust funds foram criados pelo governo trabalhista em 2005; cada criança recebia £250 do governo para iniciar a conta, com £250 adicionais para famílias de baixa renda ou sob tutela, além de ganhos até os 18 anos.
  • Hoje dois terços dos mais de seis milhões de beneficiários têm mais de 18, com contas alocadas pelo HMRC representando 28% do total; a região Nordeste tem a maior taxa de contas alocadas, totalizando £48 milhões.
  • A Share Foundation defende uma revisão judicial para obrigar o governo a pagar valores não reclamados, além de um novo esquema automático aos 21 anos e educação financeira; o HMRC diz oferecer informações, ferramenta de localização e que instituições financeiras também comunicam com os titulares.

As contas de poupança criadas pelo governo para as crianças, conhecidas como child trust funds (CTFs), permanecem sem saque para dezenas de milhares que atingem 21 anos. Estima-se que cerca de 1,5 bilhão de libras esteja retido em contas no Reino Unido.

Entre os beneficiários, aproximadamente 758 mil jovens com idades entre 18 e 23 não teriam acessado o dinheiro, segundo dados disponíveis. O montante representa recursos que poderiam ser usados para educação, moradia ou dívidas.

A origem dos CTFs remonta a 2005, quando o governo trabalhista lançou o programa para incentivar o hábito de poupar. Crianças nascidas entre 1º de setembro de 2002 e 2 de janeiro de 2011 receberam um aporte inicial do governo de 250 libras, com possibilidade de adições por parte dos pais.

A ideia era que, ao completar 18 anos, o titular herdasse o controle da conta e pudesse movimentar o dinheiro, incluindo ganhos de investimentos. Hoje, dois terços dos mais de seis milhões de beneficiários já atingiram a maioridade.

A maior parte das contas administradas pela HMRC (contas geridas pelo governo) soma 28% do total, com o Noroeste apresentando o maior valor agregado entre as regiões inglesas. Em média, pessoas das famílias com menor renda possuem saldos mais baixos.

Proposta de liberação automática aos 21 anos

Representantes da Share Foundation defendem a liberação automática dos saldos aos 21 anos, para evitar que recursos fiquem retidos sem uso. A organização afirma que até meio bilhão de libras poderiam chegar aos jovens, com parte substancial destinada a quem tem renda baixa.

A instituição avalia ainda que falhas de comunicação e educação financeira contribuem para o grande volume de contas não reclamadas. A entidade considera possível realizar uma revisão judicial para pressionar o governo a agir.

Segundo a Share Foundation, já houve ligação de mais de 100 mil contas aos jovens, mas o volume total continua sendo um entrave. A ideia é facilitar o acesso por meio de canais como benefícios, folha de pagamento ou empréstimos estudantis.

Moderando o debate, autoridades governamentais destacam que informações são enviadas a todos os jovens elegíveis e que há uma ferramenta online para localizar contas. Bancos e instituições financeiras também têm obrigação de informar os titulares.

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