- Países buscam diversificar cadeias de suprimento de minerais críticos, evitando dependência tanto de China quanto dos Estados Unidos.
- Apesar da ofensiva americana, há uma leva de acordos que não envolvem nem Pequim nem Washington, formando um mosaico de parcerias independentes.
- Em parte desse movimento, Austrália e Japão fortaleceram cooperação no setor de minerais críticos, com outras nações buscando acordos bilaterais semelhantes.
- A União Europeia e os Estados Unidos firmaram um acordo para coordenar esforços e fortalecer cadeias de suprimento, incluindo possíveis pisos de preço e acordos de compra.
- Em fevereiro foi promovida uma Cúpula de Ministros de Minerais Críticos, resultando em 27 acordos; governos reafirmam desejo de desenvolvimento conjunto, sem depender exclusivamente de Washington ou de Beijing.
O mapa dos minerais críticos mostra uma tendência de descolamento de Washington e de Beijingi. Mesmo com a busca do governo dos EUA por coalizões, muitos países firmam acordos independentes para diversificar cadeias de suprimento.
Enquanto a administração Trump acelera iniciativas para reduzir a dependência de China, vários players blocam alianças com os dois grandes. O resultado é um mosaico de acordos bilaterais que não envolvem nem Washington nem Pequim.
Para analistas, o cenário aponta risco político de alinhamentos e alta volatilidade nas relações comerciais, com países buscando garantias próprias em vez de depender de uma única potência.
A cooperação entre aliados
Australia e Japão reforçam vínculos no setor, buscando alternativas às cadeias chinesas. Governo australiano destacou ações para proteger economias de choques futuros.
O Japão amplia parcerias com Reino Unido e França, ampliando a rede de cooperação em minerais estratégicos. Canadá e França também fortalecem laços, com foco em projetos de minerais críticos.
Movimento global fora das duas potências
Botsuana e Oman intensificam acordos para exploração mineral e infraestrutura energética, ampliando a rede de fornecimento. Índia e Brasil assinam pacto de mineração para ampliar investimentos recíprocos.
O Brasil anunciou que não quer atuar apenas como exportador de commodities, adotando postura favorável a transferência de tecnologia e maior valor agregado. Lula ressaltou a busca por parcerias internacionais.
O papel dos EUA e da União Europeia
O ministério de Minerais Críticos dos EUA reuniu dezenas de países em fevereiro. Em 대posito, 27 acordos foram anunciados, segundo autoridades norte-americanas.
A União Europeia e os EUA firmaram acordo para coordenar estratégias de segurança de suprimento, incluindo potenciais pisos de preço e acordos de compra. O objetivo é reduzir dependência de uma única fonte.
Perspectivas e desafios
Especialistas destacam que a execução de projetos conjuntos será o próximo teste. A cooperação internacional ganha peso, mas os países seguem cautelosos quanto a retaliações chinesas.
Com a multiplicidade de acordos, o panorama aponta para uma rede diversa de parcerias, sem depender exclusivamente de Washington ou de Beijing.
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