- O PagBank registrou lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no 1T26 e receita líquida de R$ 3,3 bilhões, +6% na comparação com 1T25.
- A expansão da receita veio principalmente da plataforma de banking; o ROAE atingiu 15,8% e o lucro bruto subiu 1%, enquanto o custo financeiro manteve o peso no resultado.
- A base de clientes encerrou o trimestre em 34 milhões, crescimento de 6% vs 1T25, com engajamento e penetração de produtos de investimento e seguros em alta.
- A carteira de crédito é majoritariamente consignada e, segundo a gestão, a inadimplência não impacta o balanço atual; a empresa está ainda no começo de sua jornada.
- A gestão aponta a taxa Selic, estimada em 13,5% ao fim do ano, como fator-chave para os próximos resultados.
O PagBank, banco digital brasileiro com ações listadas na Nyse (PAGS), divulgou no 1T26 receita líquida de 3,3 bilhões de reais, avanço de 6% na comparação com o 1T25. O lucro líquido recorrente ficou em 575 milhões de reais, alta de 4% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou aquém da expectativa do mercado, que projetava 580 milhões.
A gestão atribui o desempenho à plataforma de banking e à expansão de receitas, apesar da volatilidade macroeconômica. O CFO Gustavo Sechin destacou a solidez da estratégia e da disciplina de execução da companhia.
Segundo o CEO Carlos Mauad, o lucro líquido foi impactado pela pressão de custos financeiros ligada à taxa Selic e a padrões do primeiro semestre. Ainda assim, houve contribuição positiva de receita e alavancagem operacional, que elevaram o ROAE a 15,8%.
Desempenho operacional e base de clientes
A plataforma de banking puxou a margem de rentabilidade, com crescimento de 41% na receita anual. O lucro bruto aumentou 1% na comparação anual, reforçando o crescimento de operações centralizadas no banking.
A base de clientes encerrou o trimestre em 34 milhões, 6% acima de 1T25. Aumentos no uso da plataforma, acessos médios por cliente, número de contas pagas e transferências reforçam a intensificação da jornada de principalidade para usuários e PMEs.
Perspectivas e governança
Executivos apontam que a inadimplência permanece sob controle, com carteira de crédito baseada em consignado e cerca de 5 bilhões de reais de volume. A equipe prevê Selic em 13,5% ao fim de 2026, o que pode influenciar próximos resultados.
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