- Preços do petróleo sobem quase 3% com a ameaça de continuidade do confronto entre EUA e Irã; Brent fechou em US$ 104,21 por barril e WTI, US$ 98,07.
- Irã pediu fim da guerra, compensação e garantias sobre o estreito; Trump classificou a oferta como inaceitável.
- Dólar à vista fechou em queda de 0,10%, a R$ 4,8911, menor cotação desde 15 de janeiro de 2024.
- Ibovespa caiu 1,19%, para 181.908,87 pontos, pressionado por ações sensíveis a juros e pelos ganhos do petróleo.
- Volume financeiro do pregão foi de R$ 29,19 bilhões; fluxo externo continuou negativo no início de maio.
O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, com os preços subindo quase 3% após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que o cessar-fogo com o Irã estaria por um fio. Os EUA mantêm o estreito de Ormuz sob tensão, alimentando incertezas no mercado global.
O Brent terminou o dia em US$ 104,21 por barril, alta de US$ 2,92 (2,88%). O WTI fechou em US$ 98,07, valorização de US$ 2,65 (2,78%). O Brent chegou a US$ 105,99 e o WTI a US$ 100,37 durante as negociações. O Irã respondeu à proposta de paz norte-americana com condições.
No front externo, Teerã pediu compensação por danos, soberania sobre o estreito, fim do bloqueio naval e suspensão de sanções. Trump classificou a resposta de “totalmente inaceitável”, em publicação nas redes sociais, o que tornou o cenário de desescalada mais incerto.
Dólar
Em sessão de liquidez limitada, o dólar fechou estável, com leve queda de 0,10%, a R$ 4,8911. A cotação é a menor desde 15 de janeiro de 2024. No acumulado do ano, o dólar registra queda de 10,89% frente ao real.
Às 17h14, o índice do dólar, frente a uma cesta de seis moedas, recuou 0,05%, aos 97,961. O Banco Central fez, pela manhã, venda de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de junho.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda de 1,19%, aos 181.908,87 pontos, com giro de R$ 29,19 bilhões. O índice chegou a 181.614,83 na mínima e atingiu 184.530,15 na máxima do dia. O recuo veio pressionado por ações sensíveis a juros e pela alta recente do petróleo.
Entradas de estrangeiros seguem positivas no mês de abril, mas houve saída líquida nos primeiros dias de maio, conforme dados da B3. O acumulado de maio, até o dia 7, foi negativo em cerca de R$ 3,3 bilhões.
Destaques e leituras do dia
BTG Pactual Unit caiu 2,88% mesmo com balanço trimestral que registrou recordes de lucro e ROAE de 26,6%. Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander recuaram entre 1,2% e 2,7%.
Telefônica Brasil recuou 6,1% após lucro de R$ 1,26 bilhão no primeiro trimestre de 2026, com crescimento, mas aquém das expectativas. Empresa sinalizou possibilidade de reajustes no pré-pago e melhoria nas vendas de cobre a partir do segundo trimestre.
Ações de varejo e consumo registraram forte liquidez de juros: C&A ON caiu 7,69%, COGNA ON caiu 6,38% e Localiza ON recuou 5,73%. O setor de consumo da B3 encerrou o dia com queda de 3,08%.
Notas finais
O mercado acompanhou de perto a evolução do conflito regional e as negociações entre EUA e Irã. As próximas semanas devem trazer novos desdobramentos que podem manter a volatilidade em patamares elevados.
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