- Grupo Almaviva encerrou 2025 com receita de R$ 11,1 bilhões e Ebitda de R$ 2,2 bilhões, com margem de 19,6%, considerando a consolidação da Tivit durante todo o ano.
- Receita anual avançou 25% ante 2024, no primeiro balanço após a aquisição da Tivit, concluída em agosto de 2025.
- Na América Latina, o grupo registrou R$ 4,5 bilhões em receita, somando Tivit, Almaviva Solutions, Almawave e Almaviva Experience, e afirma ser o segundo maior provedor de tecnologia no Brasil.
- A dívida líquida consolidada da Tivit foi equacionada; em 2024, antes da aquisição, a Tivit Brasil tinha dívida de R$ 533 milhões e alavancagem de 1,7 vez o Ebitda.
- A estratégia inclui reduzir dependência de modelos tradicionais de integração de sistemas e ampliar plataformas proprietárias com IA e dados; Moova e Velvet passam a ser oferecidas na América Latina.
O Grupo Almaviva encerrou 2025 com receita consolidada de R$ 11,1 bilhões e Ebitda de R$ 2,2 bilhões, com margem de 19,6%. Os números consideram a consolidação da Tivit durante todo o ano. O desempenho mostra crescimento de 25% ante 2024.
Este é o primeiro ciclo completo da empresa italiana após a aquisição da Tivit, fechada em agosto de 2025. O acordo, anunciado em junho do mesmo ano, envolveu fundos assessorados pela Apax Partners, controladora da Tivit desde 2010.
Na América Latina, o grupo registrou receita de R$ 4,5 bilhões, incluindo Tivit, Almaviva Solutions, Almawave e Almaviva Experience. A Almaviva afirma ser o segundo maior provedor de soluções de tecnologia no Brasil.
Resultados financeiros e posição de dívida
Mais da metade da receita da Almaviva é gerada fora da Itália. Além da Tivit, a empresa adquiriu a Iteris nos EUA em 2024, ampliando a presença para 21 países. A integração ajudou a equacionar a posição de dívida da Tivit.
No fechamento de 2024, antes da consolidação, a dívida líquida da Tivit era de R$ 533 milhões, com alavancagem de 1,7 vez o Ebitda. A empresa aponta redução dessa alavancagem após a incorporação ao grupo.
Perspectiva estratégica
A direção afirma que o setor está passando por mudanças estruturais, com tecnologia deixando de ser suporte para influenciadora de competitividade. A companhia pretende reduzir dependência de modelos tradicionais e investir em plataformas proprietárias com IA e dados.
Entre as soluções citadas para expansão estão Moova e Velvet, desenvolvidas na Europa, agora ofertadas na América Latina. A Tivit também integrou-se às estratégias da Almaviva para ampliar capacidades tecnológicas.
Caso Tivit no Brasil
Valdinei Cornatione, novo CEO da Tivit Brasil desde outubro de 2025, lidera a operação local. Com 28 anos de casa, ele assumiu a função após atuar como Chief Commercial Officer desde 2023. Segundo o executivo, a integração aumenta o posicionamento competitivo.
A empresa destaca que a nova atuação conjunta amplia o conhecimento setorial e a relevância nas decisões estratégicas de seus clientes, reforçando a atuação regional do grupo no Brasil e na região.
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