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Custos de empréstimo no Reino Unido sobem desde 1998 com incerteza sobre Starmer

Custos de endividamento britânicos sobem ao nível mais alto desde 1998, pressionando a libra e ações ante incerteza sobre liderança de Keir Starmer

City investors worried over chaos and potential changes to the fiscal rigour of the Labour government.
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  • Custos de empréstimos de longo prazo do Reino Unido atingiram o maior nível desde 1998, com o rendimento de 30 anos em 5,794% e o de 10 anos em 5,11%, diante de incertezas sobre uma possível mudança de liderança.
  • A libra caiu 0,5% frente ao dólar e 0,3% frente ao euro, em meio a temores de instabilidade fiscal e de políticas mais expandidas.
  • O líder do Labour, Keir Starmer, consulta colegas antes de uma reunião do gabinete marcada para terça-feira, após ministros deixarem o governo e mais de setenta deputados exigirem sua saída.
  • Duas possíveis candidatas à liderança, Angela Rayner e Andy Burnham, sinalizaram a preferência por maior gasto público, gerando expectativas sobre políticas fiscais.
  • O mercado de ações também recuou, com o FTSE 100 caindo quase 1%, e bancos registrando quedas expressivas. As oscilações acompanham preocupações com inflação e preços de energia.

O custo de empréstimo de longo prazo do Reino Unido atingiu o maior nível desde 1998, enquanto a libra e as ações caíram. Investidores se preparam para uma possível mudança de liderança, com ministros do gabinete pressionando a renúncia de Keir Starmer.

O rendimento de 30 anos dos gilts subiu 11 pontos-base, para 5,794%, o mais alto desde maio de 1998. O rendimento de 10 anos avançou 11 pontos-base, para 5,11%. O câmbio passou a operar em baixa, com a libra a US$ 1,354 e a 0,3% abaixo do euro.

Alguns analistas afirmam que um cenário de incerteza política pode agravar a inflação e dificultar a disciplina fiscal. Marcadores de mercado citam riscos de aumento de gastos e de divergência entre curtas e longas maturidades.

Investidores acompanham a atual crise interna no Labour, com relatos de ministros cobrando clareza sobre o futuro político do partido e da liderança. Dois possíveis favoritos, Angela Rayner e Andy Burnham, já sinalizaram apoio a maior gasto público.

Mohit Kumar, economista-chefe Europe da Jefferies, aponta que uma saída gerida seria o cenário base. Segundo ele, qualquer substituto tende a favorecer políticas mais à esquerda e pressionar o juro longo e a moeda.

O FTSE 100 recuou quase 1%, com bancos em baixa expressiva. Barclays caiu cerca de 4% no início de pregão, enquanto NatWest e Lloyds perderam mais de 3%. O mercado acionário reflete a incerteza fiscal e política.

Oil e dados globais registraram movimentos. Brent subiu para cerca de US$ 106 o barril, com o petróleo dos EUA (WTI) em torno de US$ 99. O ativo reage a negociações sobre o fim da guerra entre EUA, Irã e Israel.

Mercado e consequências nos mercados

Investidores esperam respostas sobre governança e políticas públicas. A incerteza política é citada como fator de volatilidade para títulos de prazo mais longo e para o câmbio.

Preço do petróleo e cenário internacional

Aos tomadores de decisão, somam-se tensões geopolíticas que afetam a oferta de energia. Observadores veem volatilidade como possível bastião de pressões inflacionárias até novas tratativas.

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