- IPCA subiu 0,67% em abril, abaixo do 0,88% de março, e o índice acumula 4,39% nos últimos doze meses.
- Alimentação e bebidas avançou 1,34% no mês, respondendo por quase metade da inflação de abril; no acumulado do primeiro quadrimestre, alimentos subiram 3,44%.
- Entre os itens que pesaram, destacam-se cenoura em alta de 26,63%, leite longa vida +13,66% e elevações de cebola e tomate; carnes também subiram, enquanto café moído e frango em pedaços recuaram.
- O grupo saúde e cuidados pessoais teve alta de 1,16%, puxado por medicamentos, com reajuste anual de até 3,81% a partir de abril; produtos de higiene pessoal também ficaram mais caros.
- Transportes ajudou a frear a inflação, com elevada desaceleração para 0,06% em abril; quedas de passagens aéreas (-14,45%) e tarifas de ônibus/metrô em capitais contribuíram, enquanto gasolina aumentou 1,86%.
O IPCA subiu 0,67% em abril, ante 0,88% de março, segundo dados do IBGE. Mesmo com a desaceleração, o índice acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, acima do 4,14% anterior e próximo do teto da meta.
A alimentação seguiu como principal motor da inflação, com alta de 1,34% e peso relevante no desempenho mensal. No acumulado do primeiro quadrimestre, os alimentos avançaram 3,44%. Cenoura, leite longa vida, cebola e tomate estiveram entre os itens mais impactantes.
Pressão de alimentos e medicamentos
Entre os itens que mais pesaram, destacam-se cenoura (26,63%), leite (13,66%), além de cebola e tomate. Subidas de carnes também contribuíram para o cenário de custos. Em contrapartida, café moído e frango em pedaços recuaram, aliviando parcialmente a pressão.
O grupo Saúde e cuidados pessoais elevou o índice em 1,16%, puxado principalmente pelos medicamentos, diante do reajuste anual de até 3,81% autorizado a partir de abril. Produtos de higiene pessoal, incluindo perfumes, também ficaram mais caros.
Habitação e transportes
Na habitação, influenciaram as revisões de tarifa de energia elétrica em várias capitais e o aumento do gás de botijão. Conta de luz subiu em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Fortaleza, refletindo reajustes autorizados.
No segmento de transportes, a inflação desacelerou, mostrando redução de 1,64% em março para 0,06% em abril. Contribuíram a queda de 14,45% nas passagens aéreas e a redução de tarifas de ônibus e metrô em algumas capitais, devido a gratuidades aos domingos e feriados.
Mesmo com o arrefecimento, combustíveis seguiram pressionando o orçamento. A gasolina avançou 1,86% e foi o principal contribuinte individual do IPCA, respondendo por 0,10 ponto percentual do índice. Diesel e etanol também registraram altas.
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