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Trump adia plano de aliviar tarifas sobre carne bovina importada

Trump adia plano de suspender tarifas sobre carne bovina importada, após pressão de pecuaristas e republicanos, com potencial impacto para o Brasil

Se aprovada, medida abriria espaço para mais importações de países como Brasil e Austrália
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  • O governo de Donald Trump adiou planos de suspender as tarifas sobre carne bovina importada, conforme o Wall Street Journal.
  • A medida visava ampliar importações para reduzir os preços da carne e enfrentar a preocupação dos eleitores com os custos.
  • O adiamento ocorreu enquanto o governo finaliza os detalhes, após pressão de pecuaristas e de alguns republicanos do Congresso.
  • Os EUA já importam volume recorde de carne bovina neste ano; o Brasil, a Austrália e o Canadá são os principais fornecedores, com o Brasil pronto para enviar mais.
  • O governo também planeja aumentar empréstimos a fazendeiros e revisar leis que afetam proteção de lobos e marcas de identificação, segundo o Journal.

O governo de Donald Trump adiou o plano de suspender as tarifas sobre a carne bovina importada. A medida buscava ampliar as importações para reduzir os preços aos consumidores, segundo o Wall Street Journal, citado pela Bloomberg.

Trump estava prestes a assinar ordens executivas para acelerar a entrada de carne no mercado dos EUA, com foco em resolver problemas de abastecimento e apoiar o reequilíbrio do rebanho doméstico. As ações dependiam de aprovar os ajustes finais.

O adiamento ocorreu enquanto o governo finaliza detalhes do pacote e ante o clamor de pecuaristas e de parte do Congresso, segundo as fontes. O desafio é conter a inflação de alimentos sem prejudicar produtores nacionais.

Contexto e impactos

O rebanho americano atingiu o nível mais baixo em 75 anos, elevando os preços ao consumidor. A medida permitiria suspender a cota tarifária anual, abrindo espaço para mais carne importada a preços menores, o que gerou resistência entre fazendeiros e aliados republicanos.

Dados do USDA indicam que o Brasil, Austrália e Canadá foram os principais fornecedores no primeiro trimestre. O Brasil, maior exportador global, poderia ganhar espaço caso a cota fosse flexibilizada, apesar de questões comerciais com a China.

Além disso, o governo estudava orientar a Administração de Pequenas Empresas a ampliar empréstimos a fazendeiros nacionais, ao mesmo tempo em reduzir regras sobre proteção de lobos e exigências de marcas. A liderança afirma buscar equilíbrio entre oferta e custo.

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