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Brasileiros estão pessimistas com rumos da economia, diz Quaest

Pessimismo com a economia continua superior ao otimismo, mesmo com melhora na avaliação e alta de custos de vida, especialmente de alimentos

53% dos entrevistados afirmam que Brasil está na direção errada sob o governo Lula, mesmo com índices econômicos favoráveis. (Foto: André Borges/EFE)
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  • 53% dos brasileiros avaliam que a economia está na direção errada sob o governo Lula; 38% veem caminho mais certo e 9% não souberam responder.
  • A Quaest aponta melhora na avaliação em relação aos meses anteriores, mesmo com o pessimismo ainda predominante.
  • Sobre renda e custo de vida, 25% dizem que a renda não acompanhou o aumento dos preços; 31% dizem que cresceram iguais; 9% apontam alta acima do custo.
  • 69% afirmam que o poder de compra piorou nos últimos 12 meses; 69% dizem que os preços dos alimentos subiram nos supermercados.
  • Para os próximos 12 meses, 40% esperam melhora na economia, 28% acham que ficará como está e 27% acreditam que vai piorar.

A Quaest divulgou nesta quarta-feira (13) os resultados de sua nova rodada de avaliação do governo. A pesquisa mostra que 53% dos brasileiros entendem que o país está na direção errada sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 38% acreditam que o caminho é mais adequado. Outros 9% não souberam responder. Mesmo com esse quadro de pessimismo, houve melhora em relação aos meses anteriores.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral é BR-03598/2026.

Economia preocupa a população

Segundo a sondagem, o custo de vida em ascensão não tem sido acompanhado pelo ritmo de ganhos salariais para 25% dos entrevistados. Outros 31% consideram que a renda subiu tanto quanto o custo de vida, 33% não perceberam melhora nos ganhos e 9% afirmam ter visto aumento de renda acima do custo.

Ao questionar sobre o poder de compra nos últimos 12 meses, 69% disseram ter piora, 19% manteve-se estável e 11% registraram melhora. Em relação aos preços de alimentos nos supermercados, 69% observaram alta, 21% estabilidade e 8% queda. O IBGE divulgou na véspera que os preços de alimentos subiram em abril, puxando a inflação para 0,67%.

O grupo de alimentos e bebidas registrou alta de 1,34% na comparação mensal, com aumento de 1,64% na prática de consumo em casa. Destaques de altas, pela Quaest, ficaram com cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes.

Expectativas para os próximos 12 meses

A pesquisa aponta que 40% dos eleitores esperam melhoria da economia nos próximos meses, patamar estável há dois meses. Já 28% acreditam que a situação deve permanecer como está, incremento em relação aos 23% da edição anterior. Quem prevê piora soma 27%, contra 32% em abril.

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