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Família controladora da Volkswagen exige reestruturação após queda no lucro

Família controladora da Volkswagen pressiona reestruturação após queda de lucro do Porsche SE no 1T: lucro ajustado cai 21% para 382 milhões de euros e prejuízo de 923 milhões por baixa contábil

Queda no lucro está atrelada ao pagamento de impostos de 382 milhões de euros (US$ 469 milhões) no 1º trimestre
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  • A Porsche SE registrou queda de vinte e um por cento no lucro ajustado no primeiro trimestre, totalizando trezentos e oitenta e dois milhões de euros.
  • A empresa teve um prejuízo de novecentos e vinte e três milhões de euros devido a uma baixa contábil de trezentos e cinquenta? (verificação) — atenção: manter o valor correto: 1,3 bilhão de euros de baixa sobre participação na Volkswagen.
  • A Porsche SE investe em defesa e inteligência artificial, com receita de sessenta milhões de euros com a venda da participação na Celestial AI.
  • A Porsche SE possui trinta e um vírgula nove por cento das ações da Volkswagen, cinquenta e três vírgula três por cento dos direitos de voto e doze vírgula cinco por cento da Porsche AG; Poetsch afirmou que os modelos de negócio precisam ser realinhados.
  • O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, prometeu ampliar os cortes de custos, além dos cinquenta mil empregos já em andamento, mantendo acordo com sindicatos de não fechamento de fábricas nesta década.

O que aconteceu: a Porsche SE, controlador da Volkswagen, pediu uma reformulação no modelo de negócios do grupo após resultados ruins no primeiro trimestre. A pressão vem dos acionistas da família dinastia Porsche-Piech, que desejam maior mudança estratégica. O anúncio ocorreu nesta semana, em meio a um panorama de tarifas, competição chinesa e transição para veículos elétricos.

Quem está envolvido: a Porsche SE, maior investidora da Volkswagen, detém 31,9% das ações da empresa, 53,3% dos direitos de voto e 12,5% da Porsche AG. Participam da pressão os representantes da família Porsche-Piech, com atuação direta sobre a governança da VW.

Quando e onde: divulgação dos números ocorreu referente ao período de janeiro a março, no âmbito da Porsche SE, com operações centradas na Alemanha, país sede das companhias envolvidas.

Por quê: o grupo aponta que modelos de negócios que funcionaram no passado precisam de realinhamento para enfrentar o mercado atual, marcado por custos, tarifas e evolução tecnológica. A necessidade de ajustes vem junto a metas de eficiência e competitividade.

A Porsche SE registrou lucro ajustado de 382 milhões de euros no 1º trimestre, queda de 21% ante o mesmo período. O grupo ainda reportou prejuízo de 923 milhões de euros, devido a uma baixa contábil não monetária de 1,3 bilhão de euros sobre a participação na Volkswagen.

Realinhamento estratégico

Esses resultados seguem as expectativas, segundo o presidente do conselho, Hans Dieter Poetsch. Afirmou que os modelos tradicionais exigem realinhamento para sustentar investimentos da VW e da Porsche AG, entre outras operações do grupo.

Ainda conforme Poetsch, a Porsche SE mantém compromisso com a Volkswagen, mas incentiva medidas de economia para melhorar a rentabilidade. A gestão destaca a necessidade de ajustes amplos nos negócios.

A holding também aponta que, além dos investimentos automotivos, busca oportunidades em defesa e em inteligência artificial. Tais apostas representam parcela modesta do portfólio, porém visam diversificação diante do recuo no setor automotivo.

A Porsche SE informou ter obtido 60 milhões de euros de receita no trimestre pela venda de participação na startup Celestial AI, dedicada a semicondutores.

Controles acionários e medidas de austeridade

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, prometeu ampliar as medidas de redução de custos. Em curso, há cerca de 50 mil cortes de empregos e questionamentos sobre uso de fábricas na Alemanha, sem previsão de fechamento de unidades neste ano pela legislação vigente.

O acordo de 2024 com sindicatos garante que não haverá fechamento de fábricas nesta década, ainda que a empresa busque maior eficiência operacional e renegociação de contratos com fornecedores.

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