- No pregão de quarta-feira, ações brasileiras recuaram com o noticiário local sobre a proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado em 2025, o que pode afetar a percepção de viabilidade de sua eventual candidatura.
- O Ibovespa fechou em queda de 1,8% (cerca de 176,8 mil pontos no mínimo) e o dólar subiu cerca de 2,3%, acima de R$ 5,00, a maior alta diária desde dezembro do ano passado.
- O movimento de preços foi especulativo, já que as convenções partidárias para formalizar candidaturas começam apenas em 20 de julho; o senador não é oficialmente candidato, mas o lançamento pelo PL era considerado próximo.
- Internacionalmente, Donald Trump visitou a China para encontro com Xi Jinping, com pauta incluindo comércio, tarifas, inteligência artificial, Taiwan e o impacto do conflito no Oriente Médio.
- No cenário americano, contratos futuros de principais índices mostram leve alta; o ETF EWZ segue em queda, refletindo a de ontem, enquanto indicadores de varejo dos EUA divulgados apontam fracos recentes.
O pregão desta quarta-feira foi abalada por notícias locais que abalroaram as expectativas dos investidores. Áudios divulgados mostraram a proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado em novembro de 2025. O movimento pressionou as negociações e elevou a volatilidade nos mercados.
Os ativos reagiram com cautela. O Ibovespa fechou em queda de 1,8%, tocando o menor nível do dia em 176,8 mil pontos durante a sessão. O dólar avancou cerca de 2,3%, rompendo a marca de R$ 5,00, na maior alta diária desde o fim do ano anterior.
A movimentação teve tom especulativo, com a agenda eleitoral ainda em fase inicial de definição. Convenções partidárias para oficializar candidaturas começam apenas em 20 de julho, e o PL ainda não confirmou oficialmente Flávio Bolsonaro como candidato. Mesmo assim, o mercado avaliou o impacto potencial da proximidade com Vorcaro.
Cenário
Na pauta internacional, a visita de Donald Trump à China ganhou destaque, com encontro esperado com Xi Jinping. Assuntos como comércio, tarifas, tecnologia, Taiwan e o conflito no Oriente Médio estão no radar das negociações. Executivos de Nvidia, Micron e Qualcomm acompanham a agenda, sinalizando interesse de cooperação tecnológica.
Xi Jinping sinalizou abertura maior ao capital estrangeiro, ao afirmar que a China “só abrirá ainda mais suas portas”. Ainda assim, analistas observam que as tensões estruturais entre as duas maiores economias do mundo permanecem, limitando propostas de curto prazo.
Mercados externos acompanham o otimismo cauteloso, com contratos futuros dos índices americanos em leve alta. O ETF EWZ, que acompanha ações brasileiras, mantém tendência de queda, refletindo a recuperação fragilizada na véspera.
Perspectivas
No cenário brasileiro, a atenção se volta para a volatilidade gerada pela esfera política e pela narrativa sobre candidaturas. Especialistas destacam que só novas definições de aliança poderão estabilizar o humor dos investidores.
Nos Estados Unidos, a atividade econômica passa por revisions de dados de varejo. Indicadores de varejo, como vendas ao consumidor, devem ser analisados frente a números prévias, que mostraram recuo em determinados setores.
Indicadores
BRASIL
Sem indicadores relevantes
ESTADOS UNIDOS
Vendas no varejo (Abr)
Esperado: 0,5%
Anterior: 1,7%
Núcleo de vendas no varejo (Abr)
Esperado: 0,7%
Anterior: 1,69%
Pedidos iniciais de seguro-desemprego
Esperado: 205 mil
Anterior: 200 mil
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