- Vendas no varejo do Brasil cresceram 0,5% em março ante fevereiro, terceiro avanço mensal seguido.
- Em relação a março do ano anterior, o varejo subiu 4%, renovando o recorde da série iniciada em 2000.
- Entre as oito atividades pesquisadas, cinco tiveram alta, destacando-se Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com +5,7%.
- A valorização do real frente ao dólar ajudou a reduzir custos de itens importados, como celulares, computadores e televisores, puxando o setor de tecnologia.
- Nem todos os setores acompanharam o ritmo: móveis e eletrodomésticos recuaram 0,9% e hipermercados, alimentos, bebidas e fumo caíram 1,4%.
O varejo brasileiro registrou alta de 0,5% em março, na comparação com fevereiro, encerrando o primeiro trimestre com recorde da série histórica de 2000. As informações são do IBGE, com alta anual de 4% frente o mesmo mês de 2025. Mercado não esperava tão reação mensal.
A leitura da pesquisa aponta que, em três meses, o setor acumula avanço sólido, apoiado pelo mercado de trabalho e por estímulos ao consumo, mesmo diante de juros elevados. O dólar apertou o cenário de custos para itens importados, influenciando a dinâmica de preços e compra de bens.
Destaques por setor
Entre as oito atividades pesquisadas, cinco cresceram. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação subiu 5,7% em março, sustentado pela valorização recente do real ante o dólar, que reduziu custos de importados como celulares, computadores e televisores.
Outros setores também cresceram, com combustíveis e lubrificantes em alta de 2,9% e itens de uso pessoal e doméstico no mesmo ritmo. Livros, jornais e papelaria subiram 0,7%, e o setor farmacêutico avançou 0,1%.
Setores com recuo e varejo ampliado
Móveis e eletrodomésticos recuaram 0,9%, reflexo do encarecimento do crédito para bens duráveis. Hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo caíram 1,4%, indicando pressão inflacionária sobre itens essenciais.
No varejo ampliado, que inclui veículos, autopeças, construção e atacado de alimentos, o avanço ficou em 0,3% em março. O panorama aponta crescimento doméstico ainda fracionado, frente a choques externos, com consumo mantendo força relativa.
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