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China suspende licenças de carne bovina dos EUA horas após aprovação em Pequim

Licenças aprovadas em Pequim, mas status volta a expirado, interrompendo exportações de carne bovina dos EUA de centenas de fábricas

Lote de bovinos de corte em confinamento no Texas
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  • A alfândega chinesa suspendeu as liberações de exportação de carne bovina dos EUA horas após a Reuters informar a aprovação de licenças, durante a cúpula entre os presidentes em Pequim.
  • Mais de quatrocentas fábricas de carne bovina dos EUA perderam elegibilidade para exportação no ano passado, após as licenças expirarem sem renovação.
  • O status do registro apareceu como “efetivo” na manhã desta quinta e depois voltou a “expirado” no site da alfândega, sem explicação divulgada.
  • Diretores de empresas chinesas citados pela Reuters preferiram não comentar, destacando a sensibilidade do tema.
  • As exportações norte-americanas para a China caíram para US$ 500 milhões no ano passado, ante US$ 1,7 bilhão em 2022.

A alfândega chinesa interrompeu as liberações de exportação para centenas de fábricas de carne bovina dos EUA, horas após a Reuters informar que as licenças teriam sido aprovadas durante uma cúpula entre os presidentes dos dois países em Pequim. A medida ocorreu poucos dias depois de negociações bilaterais.

Mais de 400 plantas de processamento norte-americanas perderam a elegibilidade para exportação no ano anterior, após as licenças emitidas entre março de 2020 e abril de 2021 expirarem sem a renovação habitual. A renovação era considerada vitória para os produtores dos EUA, segundo a narrativa oficial da Casa Branca.

A Administração Geral de Alfândega da China não respondeu a perguntas sobre o motivo da mudança de status das licenças, que passou de efetivo para expirado no site do órgão. Diretores de empresas chinesas de carne bovina evitaram comentar, citando sensibilidade do tema.

Contexto recente

Analistas apontam que a decisão funciona como ferramenta de negociação bilateral, sinalizando posição na pauta comercial sem comprometer a relação. A mudança ocorre em meio a discussões entre Beijing e Washington sobre cooperação em áreas como comércio e agricultura, conforme relatos da CCTV.

Participantes da comitiva norte-americana incluem executivos de grandes empresas do setor, como a Cargill e a Tyson Foods, segundo informações disponibilizadas pela imprensa. As plantas associadas a esses grupos haviam sido incluídas nas renovações iniciais no registro.

Cenário comercial

As exportações dos EUA para a China recuaram nos últimos anos, refletindo a guerra comercial entre os dois países. Dados apontam queda para cerca de US$ 500 milhões no último ano, ante o pico de US$ 1,7 bilhão em 2022, influenciando o saldo do setor no mercado externo.

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