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Lucro da Telefónica sobe com impulso do Brasil; ações sobem desde fevereiro

Lucro ajustado da Telefónica avança 1,8% no 1º tri, impulsionado pelo Brasil; ações sobem 5,2%, maior alta desde fevereiro

Valorização do real ampliou contribuição da operação brasileira para os lucros da Telefónica no primeiro trimestre
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  • EBITDA do primeiro trimestre ficou em € 2,84 bilhões, alta de 1,8% na comparação anual, com ajuste pela saída dos mercados do Chile e da Colômbia.
  • Brasil impulsionou o desempenho, com EBITDA do trimestre crescendo 8,7%, ajudado pela valorização do real frente ao euro.
  • Ações subiram 5,2% a € 4,02, após avanço de 5,8% na sessão, maior alta intradiária desde 27 de fevereiro.
  • Espanha registrou EBITDA de 2% e taxa de churn menor; Alemanha teve queda de 8,4% no EBITDA, mas mostra melhora.
  • A empresa mantém orientação para 2026, confirmou dividendo de 0,15 euro e segue no plano de recuperação há seis meses.

A Telefónica divulgou resultados do primeiro trimestre com lucro ajustado (Ebitda) em elevação e impulso do Brasil, apesar de desafios na Espanha e na Alemanha. As ações da empresa subiram com a divulgação, atingindo a maior alta intradiária desde fevereiro.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 1,8% ante o mesmo período do ano anterior, para 2,84 bilhões de euros. A empresa ajustou o valor para refletir a saída de mercados como Chile e Colômbia.

A companhia, com sede em Madri, permanece sob plano de recuperação iniciado pelo presidente Marc Murtra, há seis meses. O programa inclui cortes de postos, enxugamento de redes e redução de despesas com energia.

As ações subiram 5,2% para 4,02 euros por ação às 9h26 (Madri), após valorização intradiária de 5,8%. O desempenho no ano já registra alta de 16%, frente queda de 12% em 2025.

No conjunto, o Brasil, segundo maior mercado, puxou o resultado com EBITDA 8,7% maior no trimestre. A valorização do real frente ao euro ampliou a contribuição brasileira para o lucro do grupo.

Na Espanha, principal mercado, a empresa teve a menor taxa de churn e registrou EBITDA 2% acima do trimestre anterior. A Alemanha mostrou queda de 8,4% no EBITDA, porém com sinais de melhora.

Analistas do Morgan Stanley destacaram que as perdas por perda de contrato de atacado com a Vodafone já passaram do pico, apontando recuperação gradual nas tendências de negócio. A Telefónica afirma estar no caminho para cumprir a orientação 2026.

A Telefónica confirmou o dividendo de 15 centavos por ação, mantendo o compromisso com a distribuição aos acionistas. O grupo reforçou a base de custos e a prioridade de crescimento orgânico, com foco no Brasil.

A empresa informou ainda que continua monitorando mercados onde deixou de operar, buscando otimizar portfólio e eficiência. O desempenho trimestral reforça a visão de recuperação gradual do grupo.

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