- Burberry teve vendas do ano fiscal encerrado em 28 de março 5% mais altas, com lucro operacional de 115 milhões de libras, revertendo prejuízo anterior.
- No quarto trimestre, as vendas cresceram 10% nas Américas e na China, mantendo o desempenho geral em 5%.
- Desempenho fraco na Europa e no Oriente Médio foi influenciado pela guerra no Irã, pesando sobre a receita nessas regiões.
- As ações caíram cerca de 7%, acumulando queda de 15% no ano, mesmo com fortes resultados em EUA e China.
- O presidente-executivo Joshua Schulman disse que os últimos 12 meses indicaram um “ponto de inflexão” com crescimento de vendas lucrativo após cortes de custos.
A Burberry divulgou resultados do ano fiscal encerrado em 28 de março, mostrando recuperação, com crescimento de 5% nas vendas anuais. O desempenho veio principalmente pela performance nos EUA e na China, que sustentaram o resultado diante de desafios geopolíticos. A divulgação ocorreu nesta semana, em meio a impactos de conflitos internacionais.
No quarto trimestre, a marca registrou aumento de 10% nas vendas nas Américas e na China, contribuindo para o crescimento agregado de 5% no grupo. O lucro operacional do ano atingiu 115 milhões de libras, revertendo um prejuízo de 3 milhões de libras no exercício anterior.
As ações da Burberry recuaram cerca de 7% após a divulgação, acumulando queda de 15% no ano. Analistas apontam que o desempenho mais fraco na Europa e no Oriente Médio pesou sobre o sentimento, diante da guerra no Irã e de custos energéticos elevados que afetam a demanda.
Desempenho regional e leitura dos investidores
Segundo a empresa, a recuperação do negócio é acompanhada por um “ponto de inflexão significativo”, com retorno de crescimento de vendas de forma lucrativa ao longo dos últimos 12 meses. O executivo-chefe Joshua Schulman reforçou o ritmo de recuperação, mesmo diante dos impactos geopolíticos.
Especialistas destacam que, apesar do avanço nos EUA e na China, a pressão sobre a Europa e o Oriente Médio permanece relevante para o humor do mercado. A Burberry continua a monitorar condições de viagens globais e custos de energia, que influenciam margens e liquidez.
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