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Venda de US$1,5 bi em Bitcoin pela MARA evidencia tesouraria corporativa

Venda de cerca de $1,5 bilhão em Bitcoin reduz a dívida da MARA de $3,3 bi para $2,3 bi e sinaliza transição para infraestrutura de IA, mantendo parte do tesouro em BTC

Bitcoin coin with mining hardware in studio lighting with purple gradient accents
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  • A MARA informou a venda de cerca de US$ 1,5 bilhão em Bitcoin, correspondentes a aproximadamente 20.880 BTC, a preço médio de cerca de US$ 70.137 por moeda; mantêm-se cerca de 35.303 BTC.
  • Os recursos foram usados para recomprar notas conversíveis com desconto, reduzindo a dívida total de US$ 3,3 bilhões para US$ 2,3 bilhões e gerando ganho contábil de US$ 71 milhões; a receita do primeiro trimestre caiu 18% na base anual, para US$ 174,6 milhões, com prejuízo líquido de US$ 1,26 bilhão.
  • A empresa não planeja comprar mais hardware de mineração e está migrando para infraestrutura de IA, com investimento de cerca de US$ 1,5 bilhão em infraestrutura de IA, incluindo a aquisição da usina de gás natural de 505 MW da Long Ridge Energy, em Hannibal, Ohio, com EBITDA anual estimado em US$ 144 milhões.
  • As ações da MARA subiram 0,24% no momento da divulgação; as cotações de BTC-USD recuaram cerca de 1,39%. A MARA permanece entre os maiores detentores de BTC, em quarto lugar entre emissores públicos.
  • As leituras sobre o desfecho divergem: alguns veem a venda como gestão de liquidez e de dívida, não como abandono da convicção em Bitcoin; outros argumentam que o movimento sinaliza uma mudança de estratégia em meio a margens de mineração pressionadas.

Marathon Digital Holdings, a líder americana na mineração de Bitcoin, reportou a venda de cerca de US$ 1,5 bilhão em BTC. A operação envolveu aproximadamente 20.880 moedas, vendidas a um preço médio de cerca de US$ 70.137 por unidade. A empresa afirmou que não pretende comprar mais hardware de mineração e vai migrar para infraestrutura de IA.

A transação reduz o saldo de Bitcoin da MARA de 38.689 BTC para cerca de 35.303 BTC, posicionando a empresa em quarto lugar entre os maiores detentores públicos de BTC. Os recursos auferidos foram usados para recomprar debentures convertíveis com desconto, reduzindo a dívida total de US$ 3,3 bilhões para US$ 2,3 bilhões.

A venda ocorreu em tranches, com 15.133 BTC, equivalentes a US$ 1,1 bilhão, comercializados entre 4 e 25 de março de 2026. À época, as ações da MARA subiam 0,24%, enquanto o BTC-USD caía 1,39%.

Como consequência, a MARA registrou um ganho contábil de US$ 71 milhões com a recompra de dívida. A receita do primeiro trimestre caiu 18% na comparação anual, para US$ 174,6 milhões, e houve prejuízo líquido de US$ 1,26 bilhão.

A empresa explicou que o movimento não representa abandono da tese de Bitcoin, mas uso de ativos para estabilizar o balanço diante de margens pressionadas. O foco em dívida e liquidez é destacado como objetivo de gerenciamento financeiro neste momento.

Paralelamente, a MARA anunciou investimento em infraestrutura de IA, com compra prevista de ativos para apoiar essa estratégia. A empresa sinalizou que a transição visa manter capacidade produtiva em um cenário de volatilidade de preços de BTC e de custos de energia.

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