- No primeiro trimestre de 2026, México exportou quase 35 bilhões de dólares em equipamentos de cómputo, alta de 165% em relação ao mesmo período de 2025.
- O segmento 8471 foi um dos motores das exportações, impulsionado pela demanda norte-americana por centros de dados, mesmo com incertezas sobre o TMEC e eventuais tarifas.
- As exportações automotivas mexicanas caíram 4,5% no mesmo intervalo.
- A tarifa dos EUA para 8471 é de 0,18%, substancialmente menor que a da China, de até 30%, fortalecendo a competitividade do México.
- Pesquisas apontam que o setor de data centers nos EUA sustenta esse crescimento mexicano; especialistas projetam até 2030 1,5 gigavatos de potência em centros de dados e investimentos de cerca de 18 bilhões de dólares nos próximos quatro anos.
O México ampliou sua pauta exportadora ao setor de tecnologia, consolidando-se como fornecedor de equipamentos para centros de dados. No primeiro trimestre, as exportações de equipamentos de computação alcançaram quase 35 bilhões de dólares, aumento de 165% frente ao mesmo período de 2025. Dados do Banco de México embalam o avanço.
O crescimento ocorre mesmo diante de incertezas sobre o TMEC e de sinais de possíveis medidas protecionistas dos Estados Unidos. O segmento 8471 foi um dos motores, ao lado de outros aparelhos de processamento de dados, para o faturamento do país nesse período.
Enquanto setores como o automotivo recuaram, registrando queda de 4,5% no primeiro trimestre de 2026, as exportações de computação ganharam peso relativo. Em 2025, o total desse tipo de equipamento foi de 85,4 bilhões de dólares, com alta de 145% ante 2024.
Contexto tarifário e demanda externa
A análise de especialistas aponta que o ambiente tarifário favorece o setor mexicano. O imposto estadunidense para a fração 8471 é de apenas 0,18%, bem abaixo dos 30% cobrados sobre fornecedores de outros países, como a China. A demanda nos EUA, impulsionada pela expansão de centros de dados, sustenta esse movimento.
Fortaleza logística e proximidade com o mercado americano ajudam o país a atrair investimentos em infraestrutura de data centers. Gigantes como Google Cloud, Amazon, Microsoft, Equinix e Ascenty atuam na região. A Associação Mexicana de Data Centers estima investimentos de até 18 bilhões de dólares nos próximos quatro anos, com potência instalada estimada em 1,5 gigavats para 2030.
O cenário ocorre em meio a discussões sobre a viabilidade do TMEC para os próximos 16 anos. Em julho, México, EUA e Canadá devem revisar o acordo, o que pode impactar fluxos comerciais e investimentos. No primeiro trimestre, as exportações mexicanas para os EUA cresceram 5%, superando 138 bilhões de dólares.
Entre na conversa da comunidade