- O MFO (Multi-Family Office) da Apex, lançado em março, oferece planejamento patrimonial, concierge de luxo, governança, educação financeira e sucessão para famílias com patrimônio acima de R$ 50 milhões, com atuação em várias regiões do Brasil e em Portugal.
- A Apex atende hoje 35 famílias, buscando funcionar como um “escritório da família” que cuida tanto de rentabilidade quanto do usufruto e da perpetuidade do patrimônio.
- O mercado brasileiro de family offices movimentou US$ 464 milhões no ano passado e pode chegar a US$ 675 milhões até 2034, conforme estudo da IMARC, com CAGR de 4,08% entre 2026 e 2034.
- O diferencial do MFO está na integração entre áreas da Apex (Asset, Investment Banking, Advisory/MFO e Research) e na proximidade com clientes, incluindo demandas pessoais e operacionais além da gestão financeira.
- Há iniciativas de educação patrimonial e governança, com programas para herdeiros e executivos em parceria com a Fucape, além de conselhos familiares e comitês de governança para orientar investimentos e sucessões.
A Apex criou um Multi-Family Office (MFO) voltado a famílias com patrimônio acima de R$ 50 milhões, oferecendo planejamento patrimonial, concierge de luxo, governança, educação financeira e sucessão. O objetivo é gerir não apenas a rentabilidade, mas o usufruto e a perpetuidade do patrimônio.
Lançado em março deste ano, o MFO atua principalmente para grupos familiares fora do eixo tradicional do mercado financeiro, com operações em São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Portugal. A estratégia foca em ativos produtivos e negócios regionais.
No ano passado, o mercado brasileiro de family offices alcançou US$ 464 milhões, segundo a IMARC. Até 2034, a projeção é de US$ 675 milhões, com CAGR de 4,08%. A aceleração ocorre pela geração de riqueza, transferências entre gerações e diversificação de investimentos.
A Apex atende 35 famílias e se posiciona como um “escritório da família”, cuidando de decisões patrimoniais e demandas do cotidiano. A parceria com a Redoma viabilizou a estrutura integrada de assessoria financeira e serviços extras.
O diferencial, segundo executivos, é a integração entre Asset, Investment Banking, Advisory/MFO e Research, quase operando como um single family office. A proximidade com clientes também é destacada como fator-chave do modelo.
Muitas entradas no MFO ocorrem por demandas pessoais, não apenas pela gestão de liquidez. Em alguns casos, a equipe atua como mediadora em questões familiares e até em acordos pré-nupciais, buscando soluções rápidas e personalizadas.
A curadoria de serviços envolve uma rede própria de fornecedores, construída ao longo de 15 anos. Quando necessário, há pesquisa extensa para atender pedidos específicos, como organização de casamentos ou ações de lazer.
Além da curadoria, o concierge se conecta ao planejamento patrimonial. Decisões de compra de imóveis ou aquisições no exterior são alinhadas ao planejamento financeiro para definir o melhor momento da aquisição.
Um exemplo citado envolve a compra de um Porsche após organização financeira, ilustrando como a empresa demonstra o impacto de decisões de consumo nos sonhos familiares.
A educação patrimonial é tema central, com programas em parceria com a Fucape para herdeiros, sucessores e executivos. Cursos abordam governança, finanças e temas comportamentais, com edições semestrais.
Conselhos familiares e comitês de governança são criados para discutir investimentos e organização patrimonial, fortalecendo a preparação para sucessões. Herdeiros chegam mais preparados, com experiências fora do negócio.
Entre os desafios, há a resistência à diversificação internacional entre famílias brasileiras de alta renda. Muitos mantêm grande parte do patrimônio no Brasil, apesar da tendência de internacionalização.
De Cesaro aponta que a diferença está na geração: jovens demonstram maior familiaridade com bolsa global. A educação financeira e a exposição internacional aparecem como tendências que devem crescer nos próximos anos.
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