- O MacBook Neo é o portátil mais barato da Apple e foi feito com chips reaproveitados do iPhone 16 Pro, resultando em cinco núcleos de GPU após desligar um núcleo defeituoso.
- Os chips defeituosos, chamados pela indústria de downbinned, chegam a ter custo zero para a Apple, ajudando a manter o preço de venda e as margens.
- A produção inicial estimava entre cinco e seis milhões de unidades, mas a demanda foi maior que o esperado, levando Tim Cook a indicar restrição de oferta.
- A Apple dobrou a meta de produção para cerca de dez milhões de unidades e acionou a TSMC para fabricar uma nova rodada de chips A18 Pro com urgência, com prazos de entrega de até quatro semanas.
- A segunda geração do MacBook Neo deve chegar em meados de 2027 com chips A19 Pro reaproveitados, mantendo cinco núcleos de GPU e memória de 12 GB, o que pode pressionar as margens.
O MacBook Neo, o notebook mais acessível da Apple, foi criado com chips reaproveitados que não passaram no controle de qualidade. O modelo usa o processador A18 Pro do iPhone 16 Pro, com um núcleo de GPU desativado, resultando em cinco núcleos ativos.
A estratégia gera margens maiores ao reduzir custos de fabricação. Segundo analistas, os chips descartados, chamados downbinned, não custam para a Apple, pois já houve investimento na produção para o iPhone.
O lançamento ocorreu em 11 de março de 2026, com preço inicial de R$ 7.299 no Brasil e US$ 599 nos EUA. O modelo visa ampliar a entrada no mercado de notebooks abaixo de US$ 8 mil.
Dilema dos chips reaproveitados
Relatos indicam que a Apple planejava fabricar 5 a 6 milhões de unidades, encerrando a linha após o primeiro ciclo. A demanda surpreendeu, levando Tim Cook a confirmar restrições de oferta na conferência de resultados.
A empresa dobrou a meta para 10 milhões de unidades e acionou a TSMC para uma segunda rodada de produção de A18 Pro com urgência. As montadoras Quanta e Foxconn trabalham para cumprir prazos de até quatro semanas.
Novo lote pode alterar margens
Os chips da nova rodada são de alto desempenho e sem defeitos, exigindo desligar apenas o núcleo adicional por software para manter cinco núcleos. O custo de fabricação permanece maior, comprimiindo margens do Neo.
A segunda geração, prevista para meados de 2027, deverá usar chips reaproveitados do iPhone 17 Pro com 12 GB de memória, mantendo a mesma lógica de núcleo desativado para reduzir custos.
Panorama de mercado
O MacBook Neo chega em um momento de pressão de custos para notebooks Windows, com projeções de alta de componentes. Estimativas apontam ganho de participação da Apple no segmento de entrada e expansão do macOS no mercado global.
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