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Exportações indianas de farelo de soja devem cair ao menor nível em 4 anos

Exportações indianas de farelo de soja devem cair ao menor nível em quatro anos, abrindo espaço para mais remessas sul-americanas a compradores asiáticos

Farelo de soja sendo carregado em porto na Índia
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  • As exportações de farelo de soja da Índia devem cair para cerca de 900.000 toneladas no ano fiscal de 2025/26 (termina em setembro), menor que 2,02 milhões no ano passado.
  • A queda ocorre após os preços subirem 47% no mês passado, reduzindo a competitividade frente aos fornecedores da América do Sul.
  • O farelo indiano está sendo vendido a cerca de US$ 680 por tonelada (FOB) para embarques em junho, ante US$ 430 por tonelada dos sul-americanos.
  • Com a menor disponibilidade na Índia, fornecedores da América do Sul e do Norte devem aumentar as remessas para compradores asiáticos.
  • Embora seja o maior importador de óleo vegetal, a Índia tem excedente de farelo de soja, exportando para países asiáticos e europeus; a produção interna caiu por mau tempo, mantendo a demanda doméstica alta.

As exportações de farelo de soja da Índia devem recuar pela metade neste ano fiscal, atingindo o nível mais baixo em quatro anos. A ênfase está na alta de preços, que compromete a competitividade frente à América do Sul.

A indústria afirma que o custo está corroendo a atratividade indiana para compradores asiáticos. Usinas de óleo não modelam novas exportações nem fecham acordos com facilidade, dizem executivos do setor.

A margem FOB para embarques de junho é estimada em torno de US$ 680 por tonelada, ante cerca de US$ 430 de fornecedores sul-americanos, segundo sources da indústria.

Espera-se que as exportações da Índia caiam para aproximadamente 900 mil toneladas no ano comercial 2025/26, encerrando em setembro, contra 2,02 milhões no exercício anterior.

Os representantes indicam que suprimentos sul-americanos ganham espaço entre compradores asiáticos que tradicionalmente recorrem à Índia, elevando a competição global. Vinod Jain, da Suraj Impex, aponta a mudança de destino.

A Índia é a maior compradora mundial de óleo vegetal, mas tem excedente de farelo de soja, que costuma enviar a Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, entre outros, onde há prêmio pela produção não transgênica.

O país depende de óleo de palma da Indonésia e Malásia, enquanto exporta óleo de soja e de girassol principalmente da Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.

Na prática, o preço local do farelo subiu 47% no último mês, para cerca de 64.625 rúpias por tonelada, sustentando ganhos com a soja desde o início da temporada em outubro.

Especialistas explicam que a alta da soja, causada pela redução da safra indiana, mantém o farelo em patamares elevados. A demanda avícola doméstica continua forte, reforçando o cenário de preços.

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