- China importou 3,33 milhões de toneladas de soja dos EUA em abril, frente a 1,38 milhão em abril do ano anterior.
- Importações brasileiras foram de 4,75 milhões de toneladas em abril, +3,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
- O total de chegadas de soja houve 8,48 milhões de toneladas em abril, aumento de 40% vs. o ano anterior, mas abaixo das expectativas acima de 10 milhões.
- Nos primeiros quatro meses de 2026, as exportações dos EUA caíram 48%, para 6,7 milhões de toneladas, enquanto as do Brasil subiram 39,6%, para 12,7 milhões.
- O acordo mantém o compromisso de comercializar 25 milhões de toneladas por ano para a China até 2028; a China já cumpriu 12 milhões de toneladas, e novas compras devem ocorrer a partir de outubro, com a chegada da nova safra dos EUA.
As importações de soja dos EUA para a China quase duplicaram em abril, com cargas que estavam reservadas chegando aos portos chineses após Pequim retomar as compras no fim do ano passado. O salto ocorreu mesmo após a cúpula entre Trump e Xi.
Segundo dados da Administração Geral de Alfândegas, a China comprou 3,33 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos em abril, ante 1,38 milhão no mesmo mês de 2025. O desempenho ampliou o total mensal para 8,48 milhões de toneladas, alta de 40%.
As importações brasileiras também avançaram, de 4,6 milhões para 4,75 milhões de toneladas, em abril. No acumulado de janeiro a abril de 2026, EUA registraram queda de 48% nas embarcações, para 6,7 milhões de toneladas, enquanto o Brasil teve alta de 39,6%, para 12,7 milhões.
O volumes de soja visitando a China ainda ficou aquém das expectativas, que apontavam mais de 10 milhões de toneladas em abril. Operadores do mercado aguardam novas compras a partir de outubro, quando a nova safra norte-americana estiver disponível.
Até o momento, Pequim cumpre a promessa de adquirir 12 milhões de toneladas de soja, conforme informou a Administração. Analistas veem possibilidade de retomada gradual de compras além de outubro, com o início de novas safras.
Desenho recente de compras
A agenda entre EUA e China não alterou o compromisso de exportação de 25 milhões de toneladas por ano até 2028, segundo autoridades americanas e a Casa Branca. Acordos prévios seguem como referência para negociações setoriais.
Perspectivas de mercado
Especialistas apontam que a demanda chinesa pode oscilar conforme condições de preço e disponibilidade de soja de outras origens. A China tem seguido diversificando fornecedores, mantendo a relevância dos EUA no abastecimento.
Entre na conversa da comunidade