- A União Europeia chegou a um acordo provisório para remover tarifas de importação sobre produtos dos Estados Unidos, parte do pacto comercial fechado em julho passado em Turnberry.
- O acordo prevê salvaguardas caso o presidente dos EUA, Donald Trump, retome ameaças tarifárias, e abre caminho para as reduções de tarifas entrarem em vigor.
- O texto foi aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, abrindo a possibilidade de início das reduções de tarifas entre as duas partes.
- A UE concordou em facilitar acesso a produtos agrícolas e marítimos norte-americanos, em troca de tarifas de quinze por cento sobre a maioria dos produtos da UE, segundo o acordo original.
- O processo segue com votação final prevista para meados de junho no Parlamento Europeu, e o prazo de quatro de julho de Trump permanece em foco.
A União Europeia fechou um acordo provisório sobre a legislação para remover as tarifas de importação de produtos dos Estados Unidos. A medida faz parte do pacto comercial firmado com Washington em Turnberry, no litoral da Escócia, em julho do ano passado, e traz salvaguardas caso o governo americano retome ameaças tarifárias. O objetivo é evitar novas tarifas que prejudiquem o comércio bilateral.
A proposta prevê a retirada de impostos sobre as importações de produtos industriais norte-americanos e acesso preferencial a produtos agrícolas e marítimos dos EUA. Em contrapartida, a UE manteria tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, conforme as regras do acordo original.
Os legisladores da UE, o Parlamento Europeu e o Conselho, conseguiram chegar ao texto que permite que as reduções entrem em vigor com mecanismos de salvaguarda, caso haja recuos por parte dos Estados Unidos.
Salvaguardas e cronograma
A construção do acordo prevê salvaguardas caso haja retorno de tarifas por parte de Washington. O objetivo é manter equilíbrio comercial mesmo diante de mudanças de posicionamento no governo norte-americano.
As partes estabelecem um prazo para ratificação, com a expectativa de cumprir a etapa até o dia 4 de julho. A votação final de aprovação no Parlamento Europeu está prevista para meados de junho, abrindo caminho para a entrada em vigor das reduções.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o acordo cumpre a Declaração Conjunta UE-EUA e reforçou a necessidade de avançar rapidamente com o processo legislativo. O acordo já havia sido pausado duas vezes no passado por ameaças de tarifas e por decisões judiciais nos EUA sobre tarifas globais.
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