- A taxa de desemprego australiana subiu para 4,5% em abril, a mais alta em cerca de quatro anos e meio.
- O número de empregados caiu em 18.600 no mês, fazendo o desemprego subir de 4,3% para 4,5%.
- A leitura pode atrasar o próximo aperto do Banco Central, mantendo a possibilidade de não subir as taxas na reunião de junho.
- O desemprego entre as mulheres também recuou pela primeira vez desde agosto de 2025, com mais pessoas desempregadas no mês.
- O orçamento previa pico de desemprego em 4,5% até o meio deste ano, com cenário de até 5% caso crise no Oriente Médio eleve o preço do petróleo para US$ 200 o barril.
O desemprego na Austrália subiu para 4,5% em abril, atingindo o maior patamar em cerca de quatro anos e meio. O número de pessoas empregadas caiu 18.600 no mês, a primeira queda neste ano, segundo a Australian Bureau of Statistics. O salto impacta as perspectivas de crescimento da economia.
A pausa na contratação acontece em meio a temores de que juros elevados e a crise global do petróleo prejudiquem a atividade. O adicional de desemprego amplia preocupações com o custo de vida e inflação persistente, segundo analistas.
Entre os envolvidos, o ABS divulgou os dados oficiais. Economistas de instituições privadas, como David Bassanese, da Betashares, destacaram sinais de fragilidade no mercado de trabalho, ainda que o desempleo permaneça abaixo dos níveis pré-pandemia.
Dados de abril mostram também a primeira queda na participação feminina desde agosto de 2025, com mais pessoas desempregadas no mês, segundo a ABS. O resultado reforça a necessidade de monitorar o desempenho econômico nos próximos meses.
Implicações para o Banco Central
O recuo no emprego dá espaço para o Banco Central manter a posição de aguardar antes de novos aumentos de juros, especialmente diante da inflação e do crescimento fraco.
Mercados financeiros reagiram de forma positiva à divulgação, com o índice S&P/ASX 200 operando em alta, refletindo menor probabilidade de aumento de juros no curto prazo.
Ao todo, as probabilidades agregadas apontam para uma chance muito pequena de alta na reunião de 16 de junho, com previsões de alta de até 11 de agosto dependendo da evolução da inflação.
Entre na conversa da comunidade