- A Meta fechou o primeiro acordo nos EUA em processo sobre vício em redes sociais, concordando em cobrir despesas escolares do condado de Breathitt, no estado de Kentucky.
- O acordo encerra o caso que pedia mais de US$ 60 milhões para custear esses gastos e ocorreu antes do julgamento marcado para 15 de junho em Oakland, Califórnia.
- A decisão vem após um veredito histórico de março, quando o júri de Los Angeles culpou Meta e Google por contribuírem para a crise de saúde mental entre adolescentes.
- Outros distritos escolares — cerca de 1,2 mil — procuram soluções semelhantes; Snapchat e TikTok já haviam fechado acordos com a autora.
- A Meta ressaltou que continua desenvolvendo proteções para jovens online, como as Contas para Adolescentes, mantendo controles para famílias.
A Meta fechou nos EUA o primeiro acordo em um processo que discute o vício em redes sociais e custos escolares associados. A decisão encerra um julgamento previsto para junho em Oakland, Califórnia, envolvendo escolas do condado de Breathitt, no Kentucky.
Pelo acordo, Meta, Facebook e Instagram, concordam em cobrir despesas escolares já pagas por distritos locais. A ação pedia mais de US$ 60 milhões para ressarci-los. A negociação ocorreu após acordos semelhantes com YouTube e Snapchat.
A empresa informou que o acordo faz parte de um esforço contínuo para proteger adolescentes online, citando Contas para Adolescentes e controles parentais. A Reuters apurou que outras 1,2 mil escolas buscam soluções semelhantes.
Contexto recente
Em março, um júri de Los Angeles responsabilizou Google e Meta por contribuir para depressão e ideação suicida entre jovens, com indenizações de US$ 4,2 milhões para a Meta e US$ 1,8 milhão para o Google. Snapchat e TikTok já haviam acertado com a autora.
O processo foi movido por uma jovem de 20 anos que alegou vício causado pela dinâmica das plataformas desde a adolescência, agravando questões de saúde mental. Ela pediu responsabilização das empresas.
Novo quadro regulatório
Nos últimos 10 anos, leis sobre uso de redes por crianças têm ganhado espaço em estados americanos. Pelo menos 20 reuniram regras, envolvendo verificação de idade e uso de celulares em escolas. As propostas enfrentam ações na Justiça.
Outro julgamento estadual está previsto para julho, em Los Angeles, envolvendo Instagram, YouTube, TikTok e Snapchat. Em paralelo, um caso no Novo México aponta violação de lei estadual pela Meta.
A Meta também está sob escrutínio em diferentes frentes, com críticas sobre segurança infantil online e impactos no bem-estar de jovens. O tema segue em debate não apenas judicialmente, mas em esferas legislativas.
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