- O Novo acionou o Tribunal de Contas da União contra um vídeo da Petrobras que, na visão do partido, busca promover a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pediu a retirada do conteúdo das redes e do site.
- O vídeo, divulgado no início de maio, afirma que não há motivo para aumento de combustíveis nos postos, citando que o preço às distribuidoras não aumenta desde 2024, com exceção do diesel.
- O material defende que a privatização da BR Distribuidora afasta responsabilidade por preços abusivos, ao afirmar que “a Petrobras não é mais dona da rede de postos que usa a sua marca”.
- A denúncia é assinada pelo senador Eduardo Girão e pelos deputados Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Luiz Lima, Gilson Marques e Adriana Ventura.
- A reportagem da Gazeta do Povo informou que o governo vem concedendo subvenções ao diesel para manter o valor estável, o que pode gerar custos superiores a 10 bilhões de reais aos cofres públicos e impactos para estados; a Petrobras não se posicionou até o momento.
Parlamentares do Novo acionaram o Tribunal de Contas da União contra um vídeo da Petrobras, que, segundo o grupo, busca promover a imagem do presidente Lula. O pedido foi apresentado nesta quarta-feira (20) e pede a retirada do conteúdo das redes sociais e do site da estatal.
No vídeo divulgado no início de maio, afirma-se que não há motivo para alta de combustível nos postos, pois o preço às distribuidoras não sobe desde 2024. O diesel é citado como exceção, com a alegação de que o governo está agindo para reduzir o valor.
A peça sustenta que a privatização da BR Distribuidora reforça a ideia de que a Petrobras não é responsável por preços abusivos, destacando que, desde 2021, a rede de postos não pertence à estatal, ainda que os combustíveis continuem sob a marca Petrobras.
A denúncia é assinada pelo senador Eduardo Girão e pelos deputados Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Luiz Lima, Gilson Marques e Adriana Ventura, todos do Novo. Para o partido, a associação da estatal ao governo transforma o conteúdo institucional em propaganda.
O Novo aponta que a ligação entre Petrobras e o governo seria usada para fins políticos, em detrimento da neutralidade da comunicação da empresa. Não há, ainda, posição oficial da Petrobras sobre o caso.
A matéria também menciona tensões no Oriente Médio e a adoção de subvenções ao diesel, com o governo mantendo preços estáveis por meio de pagamentos a produtoras. O custo estimado pode superar 10 bilhões de reais.
A Gazeta do Povo informou que a Petrobras foi procurada, e a empresa permanece aberta a manifestações. Não houve confirmação oficial até o envio desta matéria.
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