- A Trump Mobile investiga uma possível falha de segurança no site que pode ter exposto dados pessoais de cerca de 27 mil pessoas que preencheram pré-encomenda de um smartphone dourado.
- Os dados possivelmente expostos incluem nomes, endereços, e-mails, identificadores de pedido e números de telefone; não há indícios de exposição de informações de cartão de crédito, dados bancários ou números de Seguro Social.
- A empresa afirmou que não houve confirmação de comprometimento direto de seus sistemas, infraestrutura ou rede; a investigação continua com apoio de especialistas em cibersegurança, e foram implementadas novas salvaguardas e monitoramento.
- O incidente ocorre enquanto a Trump Mobile começa a distribuir os smartphones T1, após quase dez meses de atraso e cambios na promessa de fabricação nos Estados Unidos.
- A descoberta surgiu após um programador australiano identificar a possível falha e encaminhar o caso; um professor da Universidade de Columbia revisou o código e informou que a contagem de pré-encomendas pode incluir itens abandonados no carrinho.
Um serviço de telefonia lançado pela empresa da família Trump está investigando uma possível falha de segurança em seu site, que teria exposto dados pessoais de cerca de 27 mil pessoas interessadas em comprar um smartphone na cor ouro. A Trump Mobile informou que conduz a apuração com apoio de profissionais independentes em cibersegurança. Segundo a empresa, não houve comprometimento direto de sistemas, infraestrutura ou redes.
A investigação aponta que nomes completos, endereços e números de telefone de quem preencheu formulários de pré-venda ficaram expostos. Não haveria, no momento, indícios de acesso a dados sensíveis como cartões de pagamento, informações bancárias ou números de seguridade social. Os dados impactados parecem limitar-se a detalhes do cliente, identificadores de pedido e contatos.
Investigações e medidas preventivas
A Trump Mobile informou que medidas adicionais de proteção e monitoramento já foram implantadas e que está avaliando obrigações de notificação. Também orientou clientes a ficarem atentos a e-mails, ligações ou mensagens suspeitas relacionadas aos pedidos e reforçou que não solicitará informações sensíveis por canais não solicitados.
A descoberta ocorreu no momento em que a Trump Mobile começou a distribuir seus smartphones T1, após quase 10 meses de atraso. Os aparelhos foram apresentados como uma linha de alta personalização, com promessa de fabricação nos EUA.
O site da Trump Mobile indicava que os dispositivos são projetados com foco em valores americanos, afirmou a empresa. O executivo-chefe Pat O’Brien disse que as primeiras unidades estão sendo montadas nos EUA e que, futuramente, componentes devem ser principalmente produzidos localmente. A empresa não confirmou o número de pré-encomendas, mantendo o tom de satisfação com o interesse gerado.
Um programador australiano, que pediu anonimato por segurança, informou ter encontrado a possível falha e entrou em contato com a Trump Mobile. Um professor de ciência da computação da Universidade de Columbia, Jonathan Soma, avaliou o código e explicou que o modelo de comércio eletrônico registra cada nova pré-encomenda, somando até mais de 27 mil entradas, incluindo pedidos abandonados. A análise sugere que o total pode ser menor na prática.
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