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Trump critica esforços dos estados para regular mercados de previsão

Trump defende autoridade federal sobre mercados de previsão e regulação exclusiva pela Comissão de Comércio de Futuros diante de restrições estaduais

A Polymarket advertisement in a subway station in New York.
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  • Trump afirmou em rede social que é crucial manter o governo federal com controle regulatório sobre os mercados de previsão, defendendo que a CFTC tenha autoridade exclusiva.
  • Mercados de previsão permitem apostas sobre o resultado de eventos; representantes do setor dizem que são derivativos e que o governo já os regula via a CFTC para proteger consumidores.
  • Minnesota tornou-se o primeiro estado a banir esses mercados, e o governo federal entrou com ação para tentar derrubar a lei estadual.
  • Mais de uma dúzia de estados avaliam medidas para restringir os mercados de previsão, incluindo Utah, que também discute ações limitadoras.
  • O volume semanal de negociação em Kalshi, líder do setor, cresceu de cerca de $ 100 milhões no ano passado para mais de $ 3 bilhões hoje.

Donald Trump pediu que o governo federal mantenha o controle regulatório sobre o mercado de previsões, em meio a críticas à atuação de estados que pretendem impor novas restrições. O ex-presidente afirmou, em postagem, que a CFTC deve ter autoridade exclusiva sobre esse setor multibilionário.

O tema envolve plataformas como Kalshi e Polymarket, que operam como derivativos ao cobrar taxas por transação. Elas permitem apostas sobre o desfecho de eventos futuros, sob supervisão da CFTC, órgão federal responsável por proteger consumidores em mercados de derivativos.

Historicamente, o governo federal regula esse setor por meio da CFTC. Trump vinha dizendo que não era a favor de mercados de previsão, ainda que sua empresa de mídia tenha lançado um produto nesse segmento e seu filho tenha ligações com duas grandes plataformas, conforme reportado pela imprensa.

Diversas críticas ganham corpo nos Estados Unidos, com autoridades locais considerando a regulamentação um modo de enquadrar as apostas como jogo. Minnesota tornou-se o primeiro estado a banir essas plataformas, em uma medida aprovada com apoio bipartidário.

A defesa de Minnesota foi feita pelo procurador-geral Keith Ellison, que argumentou que as previsões podem ser viciantes e prejudicar setores mais vulneráveis, segundo sua declaração. O estado também abriu processo federal contra uma norma estadual após a sanção.

Registros públicos indicam que há interesse republicano em Utah por restrições ao mercado de previsões, mesmo entre condutores conservadores que costumam adotar leis rígidas contra jogos de azar. O foco é reduzir apostas através dessas plataformas.

O volume semanal de negociação cresceu rapidamente, com estimativas apontando que o mercado de Kalshi alcançou patamar superior a 3 bilhões de dólares, frente a cerca de 100 milhões de dólares no ano anterior, segundo fontes de mercado citadas pela mídia financeira.

As discussões sobre regulação provocam debates sobre ética e uso de informação privilegiada. Houve casos de indivíduos com acesso a informações sensíveis integrando operações que geraram ganhos significativos, levando a investigações e acusações formais.

Alguns especialistas destacam que o episódio evidencia a complexidade de encaixar previsões em regras de derivativos, com lições para a supervisão de mercados emergentes. A CFTC continua a monitorar o marco regulatório e as ações estaduais.

As autoridades ressaltam que a regulação deve equilibrar proteção ao consumidor, combate a fraudes e a inovação financeira, sem sufocar novas formas de negociação. A discussão permanece em aberto no cenário político americano.

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