- IPCA-15 subiu 0,62% na primeira quinzena de maio, segundo dados oficiais.
- A inflação em doze meses ficou em 4,64%, acima da meta de 3%.
- O aumento foi impulsionado por preços de alimentos e de habitação.
- O teto da meta foi superado, enquanto a autoridade monetária mantém a Selic em 14,5%, com cortes gradualmente esperados.
- As projeções de inflação para este ano vêm aumentando, com expectativa de 5,04% em dezembro.
O IPCA-15 de maio mostrou alta de 0,62% na primeira quinzena, no Brasil, conforme dados oficiais divulgados na quarta-feira (27). A parcela de alimentos e habitação ajudou a pressionar o índice.
Em termos anuais, a inflação chegou a 4,64%, acima da meta de 3% do Banco Central, com desvio de cerca de 1,5 ponto percentual. O resultado indica pressões persistentes para o ano.
A leitura reforça a sinalização de desaceleração gradual da economia, mas com riscos de prêmios de preços elevados. O resultado ocorre em meio a estímulos sociais que ajudam famílias, apesar do cenário de juros elevados.
Fatores e próximos passos
A autoridade monetária trabalha para reduzir a Selic, atualmente em 14,5%, mas há dúvidas sobre o quanto pode cortar diante de pressões inflacionárias e de uma economia resiliente.
Instituições mantêm previsão de alta de inflação ao longo do ano, com estimativas que apontam para cerca de 5,0% em dezembro, segundo a pesquisa semanal do BC com economistas.
A divulgação destaca ainda que, apesar da desaceleração prevista, o choque de preços permanece relevante para o bolso do consumidor e para as decisões de política monetária.
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