- A partir de meados de 2027, regras de exportação de alimentos do Reino Unido para a UE serão eliminadas, incluindo carne, plantas e embalagem de madeira.
- Exportadores não precisarão mais de certificados veterinários para carne (fresca, congelada ou processada) nem de documentação similar para plantas ou embalagem de madeira; etiquetas de saúde para a Irlanda do Norte também ficarão dispensadas.
- As mudanças integram o acordo sanitário e fitossanitário em negociações de “reset” com Bruxelas; o governo publicou orientações para ajudar as empresas a se prepararem.
- O governo afirma que o acordo pode acrescentar até £5,1 bilhões por ano à economia, apoiando empregos e reduzindo a burocracia para produtores e negócios do setor.
- Antes, certificados de saúde podiam custar até £200 por envio e gerar atrasos significativos na fronteira; cerca de 16 mil empresas que haviam parado de exportar devem ganhar mais facilidade para atuar na UE.
Brexit: o government britânico anunciou a eliminação da burocracia que afeta as exportações de alimentos ao bloco europeu a partir de meados de 2027. O acordo, parte das negociações de “reset” com Bruxelas, promete acabar com certificados veterinários para carne, plantas e embalagens de madeira. Também haverá fim de etiquetas de saúde para exportações para a Irlanda do Norte.
A mudança abrange carnes frescas, congeladas ou processadas, bem como plantas e materiais de embalagem. As empresas não precisarão mais apresentar documentação cara para comprovar conformidade com padrões da UE. O Ministério de Meio Ambiente, Alimentação e Ruralidade publicou diretrizes para orientar produtores nessa transição.
O anúncio busca mostrar avanço nas conversações com a União Europeia, que têm sido marcadas por divergências, incluindo um esquema de mobilidade de jovens. A ministra de biosegurança, Helene Hayman, disse que o acordo é “ótimo para os negócios de alimentos e bebidas” e pode reduzir atrasos nas fronteiras, além de sustentar empregos.
Detalhes operacionais e impactos
As regras abrangerão também aspectos de aditivos alimentares, corantes, certificados de criação animal, pesticidas, resíduos de vacinação, produtos orgânicos e rações. O governo estima que a medida pode acrescentar até 5,1 bilhões de libras por ano à economia, além de facilitar o comércio com a UE.
Estima-se que cerca de 16 mil empresas que deixaram de exportar para a UE após o Brexit sejam diretamente beneficiadas pelos ajustes no SPS. A mudança reduz o custo de certificados de saúde, que podem chegar a 200 libras por remessa, e busca diminuir prazos de liberação na fronteira.
Nessa linha, produtores e transportadoras relataram, antes do acordo, longas filas e a exigência de múltiplos documentos para cada envio. Um empresário citou casos de atrasos significativos, com mercadorias retidas até pela “ineficiência” de formulários entre autoridades britânicas e francesas.
Caminho rumo a 2027
O governo indicou que está trabalhando para iniciar o novo regime em meados de 2027 e pediu que empresas do setor agroalimentar comecem a se preparar. A expectativa é de reduzir a burocracia, facilitar a venda de produtos britânicos na Europa e apoiar preços ao consumidor doméstico.
O acordo ainda depende de alinhamento final entre Londres e Bruxelas, com a data-alvo para a próxima cúpula e eventos de negociação já prevista. Autoridades informaram que a implementação depende de comprovação de conformidade contínua com padrões sanitários e fitossanitários.
A expectativa institucional é de que a resolução do SPS fortaleça vínculos comerciais entre Reino Unido e União Europeia, ao mesmo tempo em que ajuda a restaurar fluxos comerciais pré-Brexit. As autoridades pedem preparação contínua das empresas do setor.
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