- O mercado de plataformas de low code pode chegar a US$ 264,40 bilhões até 2032, segundo a Fortune Business Insights.
- Mapear o que é repetitivo ajuda a identificar o que pode ser automatizado sem exigir muita tomada de decisão.
- Não existe ferramenta ideal para todos os cenários; é preciso entender o problema antes de escolher a plataforma.
- Ouvir a equipe antes de automatizar aumenta a chance de adoção e de resolver gargalos compartilhados.
- Começar por projetos pequenos, testando rapidamente, e documentar tudo facilita continuidade e escalabilidade da automação.
O mercado global de plataformas de low code deve chegar a 264,40 bilhões de dólares até 2032, segundo estudo da Fortune Business Insights. A tecnologia permite criar apps e automatizar processos com pouco ou nenhum código, saindo da rotina exclusiva de desenvolvedores.
Especialista aponta que o uso cresce na prática diária de equipes de operações, produto e negócios. O objetivo é otimizar tarefas sem exigir alto desembolço de tempo ou recursos. Abaixo, seguem cinco orientações para iniciar com segurança.
Raphael Farinazzo, diretor de operações da PM3, apresenta as estratégias para identificar, selecionar e documentar automações de baixo código com baixo risco.
Mapeie o que é repetitivo
Antes de escolher a plataforma, identifique o que pode ser automatizado. Formulários, consolidação de dados, aprovações internas e relatórios recorrentes são exemplos comuns. Tarefas que seguem o mesmo caminho ganham automação.
Se uma tarefa demanda pouco julgamento e consome tempo de forma repetida, ela tende a ser automatisável. O low code busca justamente resolver esse tipo de gargalo, explica Farinazzo.
Escolha a ferramenta certa para o problema certo
O mercado oferece diversas plataformas low code, com distintos custos e curvas de aprendizado. Avaliar opções, comparar preços e entender a aderência ao negócio faz a diferença no resultado.
Não existe ferramenta única para todos os cenários. O essencial é entender o problema que se quer resolver antes de selecionar a plataforma, orienta o diretor da PM3.
Ouça a equipe antes de automatizar
Automatizar tarefas da rotina já gera ganhos, mas o impacto aumenta quando a solução resolve um gargalo compartilhado pelo time. Ouvir colegas ajuda a priorizar o que vale automatizar e facilita a adesão.
Quando a automação nasce de uma dor comum, ela tende a ter melhor aceitação e agrega valor, aponta Farinazzo.
Comece por projetos pequenos
Iniciar por automações simples facilita testes rápidos, entrega resultados imediatos e permite aprendizado no processo. Fluxos simples reduzem o risco de frustrações com iniciativas maiores.
O low code oferece oportunidade de experimentar com baixo risco. Projetos pequenos ajudam a evoluir sem grandes investimentos iniciais, ressalta o especialista.
Documente tudo que foi feito
Mesmo em iniciativas simples, registrar o que foi automatizado faz diferença para a continuidade. Anotar o problema original, o funcionamento do fluxo e os aprendizados facilita ajustes futuros e a escalabilidade.
Documentar não é burocracia: é inteligência operacional. A prática assegura que a automação continue funcionando ao longo do tempo, explica Farinazzo.
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